Com viveiro em Guarapuava, IAT anuncia plano de modernização sustentável de viveiros e laboratórios de mudas
Todos os complexos também passarão a contar com internet de última geração

O Instituto Água e Terra (IAT) apresentou nessa terça-feira (24 de junho) os planos para modernização dos 19 viveiros florestais e dos dois laboratórios de sementes administrados pelo órgão ambiental.
Entre as novidades que começarão a ser implementadas nos próximos meses estão a produção de mudas com suporte do paper pot, tecnologia que utiliza papel biodegradável como embalagem; instalação de pontos para reutilização da água de irrigação; sistema de reaproveitamento energético; e a implantação da fertirrigação, técnica que aplica fertilizantes por meio da água de irrigação, otimizando a nutrição das plantas e a eficiência no uso de água.
Além disso, todos os complexos passarão a contar com internet de última geração para a utilização de novos sistemas de monitoramento, controle e distribuição. O investimento estimado é de R$ 35 milhões, com recursos oriundos da compensação pelo acidente ambiental causado pela Petrobras em 2000 em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, autorizados no ano passado pela Justiça Federal.
O anúncio foi feito durante o encontro de capacitação para coordenadores de viveiros e laboratórios de sementes do Instituto, edição 2025, organizado pela Gerência de Restauração Ambiental (Gera). O ciclo de palestras, voltado exclusivamente para servidores e colaboradores, vai até quinta-feira (26) no campus da Universidade Cesumar (UniCesumar), em Curitiba. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
O projeto, explica o engenheiro florestal do IAT, Alexandre Mastella, tem como objetivo principal o aprimoramento do arcabouço de produção de mudas do Estado, buscando como metas a ampliação da área de coleta e da diversidade de sementes; o aumento na produção anual e no fornecimento de mudas; e a redução do consumo de água e energia nos espaços, entre outras ações.
As melhorias visam acompanhar a crescente demanda por plantas no Paraná. O Estado alcançou neste semestre a marca de 12 milhões de mudas de espécies nativas distribuídas desde 2019.
“Não vamos mudar todo o sistema produtivo, mas criar alternativas mais sustentáveis para que possamos melhorar e incrementar esse trabalho de excelência, de produção e distribuição de mudas, desenvolvido pelo Instituto Água e Terra”, afirma Mastella.
Além da modernização e reforma das estruturas, o pacote inclui a aquisição de equipamentos para coleta, beneficiamento e transporte das sementes, sistemas de monitoramento para os perímetros dos viveiros, refrigeradores, painéis solares, estufas agrícolas e automatização dos sistemas de irrigação.
TECNOLOGIA
Entre os destaques está a incorporação do paper pot no dia a dia dos viveiros. A tecnologia utiliza papel biodegradável como embalagem, o que gera menos estresse para a raiz. Evita, também, o uso do tubete, que leva anos para se decompor e precisa de batidas para soltura das mudas, podendo prejudicar a planta.
O processo é todo realizado por máquinas especializadas e já está em fase de testes em alguns viveiros. “A sustentabilidade gira em torno do reúso, reaproveitamento, soluções sustentáveis. Com esse sistema, reduzimos em parte o uso do plástico, algo muito relevante, com impacto direto no tempo de produção”, diz Mastella.
VIVEIROS
Os viveiros administrados pelo Instituto Água e Terra estão localizados em São José dos Pinhais, Engenheiro Beltrão, Salgado Filho, Cascavel, Cornélio Procópio, Guarapuava, Fernandes Pinheiro, Ivaiporã, Jacarezinho, Morretes, Ibiporã, Mandaguari, Pato Branco, Tibagi, Pitanga, Paranavaí, Toledo, Umuarama e Paulo Frontin. Já os laboratórios de sementes ficam em São José dos Pinhais e em Engenheiro Beltrão.
PARANÁ MAIS VERDE
A ação integra o programa Paraná Mais Verde, que incentiva o plantio de mudas de espécies nativas do Paraná como forma de aliar o desenvolvimento ambiental, econômico e social, bem como incentivar a população a plantar árvores, seja em área urbana ou rural, para colaborar no equilíbrio do clima. As mudas são plantadas em locais que precisam ser recuperados ou mais bem arborizados.
São seis linhas de atuação: Revitaliza Viveiros, Viveiros Socioambientais, Incentivo a Espécies Ameaçadas de Extinção, Datas Comemorativas, Parques Urbanos e Poliniza Paraná.
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