Paraná vai ampliar acesso à insulina glargina no Sistema Único de Saúde
Secretaria de Saúde já distribuiu as 19.891 canetas reutilizáveis de insulina glargina para as 22 Regionais de Saúde do Estado nos meses anteriores

Selecionado pelo Ministério da Saúde para o projeto-piloto de implementação da insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS), o Paraná vai ampliar o público-alvo da oferta do fármaco nos próximos meses. Desde fevereiro, quando a iniciativa começou, até julho, 2.935 pacientes iniciaram o tratamento com o medicamento de ação prolongada que permite apenas uma aplicação diária.
Na fase inicial, o programa atendeu idosos com 80 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 e 2, além de crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1. Com a ampliação anunciada nesta semana pelo Ministério da Saúde, o alcance aumenta para incluir idosos a partir de 70 anos com ambos os tipos da doença.
DISTRIBUIÇÃO
A Sesa já distribuiu as 19.891 canetas reutilizáveis de insulina glargina para as 22 Regionais de Saúde do Estado nos meses anteriores. Embora o Ministério da Saúde tenha comunicado a expansão nacional da oferta do novo medicamento, a medida não se reflete imediatamente na rede estadual tendo em vista que o Paraná já havia recebido e distribuído os insumos aos municípios.
A Secretaria aguarda o envio de um lote adicional de 6.354 canetas, com previsão de entrega em agosto, para então ampliar a distribuição conforme o público-alvo do programa.
VANTAGENS DA NOVA TECNOLOGIA
A insulina glargina marca um avanço no tratamento farmacológico do diabetes. Diferente de outros esquemas terapêuticos que exigem até três aplicações diárias, o novo medicamento possui ação prolongada e requer apenas uma injeção por dia na maioria dos casos. O resultado é um controle glicêmico mais estável, redução de hipoglicemia e maior adesão ao tratamento correto.
COMO ACESSAR
O acesso ao novo medicamento começa na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. O paciente ou responsável deve apresentar a receita médica devidamente emitida. Uma equipe multiprofissional avaliará a possibilidade de transição da insulina NPH para a glargina, considerando o quadro clínico individual. Orientações sobre aplicação correta, técnica de injeção e armazenamento adequado do fármaco também fazem parte do acolhimento. Junto ao medicamento, será entregue uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de três anos.
A migração ocorre de forma gradual e controlada na Atenção Primária à Saúde (APS). A Sesa oferece apoio técnico contínuo aos municípios, garantindo que o acolhimento e o manejo clínico sigam padrões consistentes em todo o Estado.
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