Mesmo com medida protetiva, filho ameaça matar a mãe, tenta incendiar carro e acaba preso em Guarapuava

Mulher de 48 anos denunciou que foi ameaçada de morte, teve o pescoço apertado e viu o filho tentar colocar fogo em seu veículo

16/07/2026 07H30

Imagem ilustrativa

Nem mesmo uma medida protetiva de urgência foi suficiente para impedir um novo episódio de violência doméstica em Guarapuava.

Na noite dessa quarta-feira (15 de julho de 2026), uma mulher de 48 anos viveu momentos de terror no bairro Industrial ao ser novamente confrontada pelo próprio filho, de 29 anos, que, segundo a Polícia Militar, descumpriu uma decisão judicial, fez ameaças de morte, a agrediu fisicamente e ainda tentou incendiar o carro da vítima.

A ocorrência foi registrada por volta das 21h46, após equipes da Polícia Militar serem acionadas pelo Centro de Operações Policiais Militares (Copom).

De acordo com o relato da vítima, o homem, contra quem já existe uma medida protetiva de urgência em vigor, invadiu o imóvel, passou a ameaçá-la de morte, apertou seu pescoço — embora sem deixar lesões aparentes — e, em seguida, tentou atear fogo no veículo da família.

As chamas foram controladas pela própria mulher antes que o incêndio provocasse danos maiores.

Após as agressões, o suspeito fugiu em direção a uma área de mata, dificultando as buscas iniciais da polícia.

Enquanto o boletim de ocorrência era confeccionado, uma nova informação mudou o rumo da ocorrência: o homem havia retornado à residência.

Com apoio de outra equipe policial, foi montado um cerco no local. Ao receber voz de abordagem, o suspeito tentou fugir novamente, mas acabou contido e preso. Segundo a Polícia Militar, foi necessário o uso de algemas para impedir nova tentativa de fuga e garantir a segurança dos envolvidos e da equipe.

O homem foi encaminhado, juntamente com a vítima, à 14ª Subdivisão Policial (SDP) de Guarapuava, onde responderá pelos crimes de descumprimento de medida protetiva de urgência, ameaça no contexto de violência doméstica e vias de fato, além das demais medidas que poderão ser adotadas pela autoridade policial.

O caso reforça um dos maiores desafios enfrentados pelos órgãos de segurança pública: garantir a efetividade das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha e impedir que situações de violência evoluam para crimes ainda mais graves.

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