Vacinas para idosos: confira as principais doses para prevenir doenças e evitar complicações
Alerta é da Secretaria da Saúde do Paraná. Manter a caderneta de vacinação atualizada contribui para um envelhecimento saudável

Manter a caderneta de vacinação atualizada é uma das principais medidas para prevenir doenças, reduzir o risco de complicações na terceira idade e contribuir para um envelhecimento mais saudável, alerta a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa). Algumas vacinas exigem reforços periódicos e outras são recomendadas conforme a idade e as condições de saúde.
Embora muitas pessoas associem vacinas apenas à infância, a imunização é recomendada em todas as fases da vida. Para os idosos, algumas doses precisam ser reforçadas periodicamente, enquanto outras fazem parte das estratégias de proteção contra doenças que podem evoluir com maior gravidade nessa faixa etária.
A caderneta de vacinação deve ser consultada regularmente, já que as recomendações podem variar de acordo com a idade, o histórico vacinal, a presença de doenças crônicas e outras condições de saúde. Em caso de dúvidas, a orientação é procurar uma unidade de saúde para verificar a situação vacinal.
Confira as principais vacinas disponíveis para idosos pelo Sistema Único de Saúde (SUS):
- Influenza (gripe) - Aplicada anualmente, ajuda a reduzir o risco de complicações causadas pelo vírus influenza, como pneumonia e agravamento de doenças crônicas.
- Covid-19 – É recomendado receber dose de reforço a cada 6 meses já que o nível de anticorpos cai ao longo do tempo.
- Hepatite B – três doses (conforme histórico vacinal). Evita a hepatite B e D.dT (difteria e tétano) - Indicada para manter a proteção contra duas doenças graves. O reforço deve ser realizado a cada dez anos.
- Pneumocócica 20-valente - Protege contra infecções provocadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por doenças como pneumonia, meningite e infecções na corrente sanguínea. É direcionada para idosos acamados ou institucionalizados, sem histórico vacinal; povos indígenas sem histórico vacinal com pneumocócica conjugada e pacientes com condições clínicas especiais.
- Febre amarela - É recomendada em situações específicas, principalmente para pessoas que vivem ou viajam para áreas com circulação do vírus. Para idosos, a vacinação deve ser avaliada por um profissional de saúde, considerando os riscos e benefícios.
- Tríplice viral – Todos têm direito até 59 anos. A vacinação é feita em idosos apenas se for trabalhador da saúde ou a depender da situação epidemiologia, no caso de surto por exemplo. Indicada para evitar doenças como sarampo, caxumba e rubéola.
- Varicela – Direcionada para povos indígenas e trabalhadores da área de saúde que não tiveram a doença ou conforme histórico vacinal. Evita a varicela (catapora).
Antes de se vacinar, alguns cuidados ajudam a garantir uma vacinação segura:
- Leve a caderneta de vacinação, se disponível;
- Informe ao profissional de saúde sobre doenças, alergias ou medicamentos em uso;
- Em caso de febre ou doença aguda, procure orientação sobre o melhor momento para receber a vacina;
- Mantenha o registro das doses para facilitar o acompanhamento do calendário vacinal.
A atualização da vacinação é uma medida simples que contribui para a proteção individual e coletiva. Além de reduzir o risco de adoecimento, a imunização ajuda a prevenir formas graves de diversas doenças e favorece mais qualidade de vida ao longo do envelhecimento.
PROTEÇÃO
A Sesa reforça a importância da vacinação contra a influenza e a Covid-19 como uma medida de proteção que vai muito além das infecções respiratórias. Além de reduzir casos graves e óbitos, a imunização ajuda a evitar complicações como infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e a descompensação de doenças crônicas.
A atenção deve ser redobrada especialmente em pessoas que convivem com hipertensão, diabetes, obesidade, doença renal crônica ou histórico de AVC.
Nesses grupos, uma infecção aparentemente comum pode causar dependência e piora clínica severa.
ABASTECIMENTO
O abastecimento regular das mais de 1.850 salas de vacinação nos 399 municípios do Estado garante que o Paraná supere os índices de cobertura vacinal preconizada pelo Ministério da Saúde. A orientação é para que a população procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima, verifique se há doses em atraso.
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