Guarapuava faz história como pioneira na Comarca com Programa de Apadrinhamento Afetivo

Parceria entre Prefeitura de Guarapuava, Vara da Infância e da Juventude e Fundação Proteger marca o início oficial do programa

09/07/2026 17H00

Foto: Secom

Guarapuava viveu uma noite histórica nessa quarta-feira (08) para o futuro de suas crianças e adolescentes, em situação de acolhimento, ao realizar o primeiro encontro oficial do Programa de Apadrinhamento Afetivo. A iniciativa, construída em parceria entre a Vara da Infância e da Juventude, a Fundação Proteger e a Prefeitura de Guarapuava, marca um momento histórico ao tornar o município o primeiro da Comarca a implantar de forma efetiva e regulamentada essa política de fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.

A reunião solene reuniu a juíza da Vara da Infância e da Juventude, Dra. Carmen Silvania Zolandeck Mondin, representantes da Fundação Proteger e os primeiros 17 padrinhos e madrinhas judicialmente habilitados, nove madrinhas e oito padrinhos, que passam a integrar oficialmente a rede de apoio às crianças e adolescentes acolhidos.

Para o presidente da Fundação Proteger, Felipe Martins, a implantação do programa representa a concretização de um trabalho desenvolvido em conjunto entre diversas instituições. “Para nós é uma grande alegria ver esse projeto saindo do papel graças ao apoio da doutora Carmen e de toda a equipe da Vara da Infância, além da grande parceria com a Prefeitura Municipal e a Fundação Proteger”, destacou.

O Programa de Apadrinhamento Afetivo oferece a crianças e adolescentes, preferencialmente maiores de sete anos ou com deficiência, a oportunidade de criar vínculos de afeto, convivência e apoio com pessoas da comunidade, proporcionando experiências familiares e sociais fora do ambiente institucional. O vínculo estabelecido não possui finalidade de adoção, mas de fortalecimento emocional e desenvolvimento social.

Embora a primeira habilitação judicial tenha ocorrido em abril deste ano, o trabalho começou ainda em 2025. Desde então, a Fundação Proteger coordenou todas as etapas técnicas e administrativas necessárias para a implantação do programa, realizando a mobilização da comunidade, a captação de interessados, organização documental, oficinas de orientação, entrevistas, visitas domiciliares e avaliações psicossociais que subsidiaram a habilitação dos participantes perante a Justiça.

A assistente social da Fundação Proteger, Cleide Maria, explicou que o Programa de Apadrinhamento Afetivo já é previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente há muitos anos e agora passa a ser efetivamente desenvolvido em Guarapuava. Segundo ela, atualmente 17 pessoas já estão habilitadas, mas o objetivo é ampliar essa rede de apoio. “Quem se sentir atraído, tocado e movido a participar desse programa pode procurar a Fundação Proteger. Nós prestamos todas as orientações e acompanhamos todo o processo de habilitação. As inscrições permanecem abertas durante todo o ano e convidamos a comunidade a fazer parte dessa rede de afeto”, afirmou.

A regulamentação do programa ocorreu por meio da Portaria nº 02/2026, consolidando o trabalho conjunto entre o Poder Judiciário, o Serviço Auxiliar da Infância e Juventude (SAIJ), o Ministério Público, a Fundação Proteger e a Prefeitura de Guarapuava.

Durante o encontro, a juíza da Vara da Infância e da Juventude, Dra. Carmen Silvania Zolandeck Mondin, ressaltou que o principal objetivo da iniciativa é proporcionar novas experiências às crianças e adolescentes acolhidos. “Estamos inaugurando um programa de apadrinhamento afetivo em parceria com a Fundação Proteger para proporcionar a essas crianças um convívio familiar e comunitário, criando um vínculo externo ao ambiente institucional. Queremos que elas tenham suporte emocional, novas experiências e possam construir memórias positivas para a vida”, destacou.

Além das instituições envolvidas diretamente na implantação do programa, a iniciativa também contou com o apoio da Igreja Comunidade Vida, que abriu suas portas para as primeiras ações de divulgação e mobilização da comunidade.

Os 17 padrinhos e madrinhas pioneiros receberam reconhecimento pelo compromisso assumido ao oferecer tempo, carinho e apoio às crianças e adolescentes acolhidos, tornando-se referências de afeto, cuidado e esperança para aqueles que aguardam novas oportunidades de convivência.

COMO PARTICIPAR

As inscrições para novos padrinhos e madrinhas permanecem abertas durante todo o ano. Pessoas maiores de 18 anos interessadas em integrar a rede de apoio podem procurar a Fundação Proteger para receber orientações e iniciar o processo de habilitação.

O atendimento é realizado na sede da Fundação Proteger, localizada na rua Presidente Getúlio Vargas, nº 1.523, Centro (antigo CISGAP). Mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp (42) 98402-6971 ou pelas redes sociais da Fundação Proteger: @fundacaoproteger.

A iniciativa foi realizada pela Fundação Proteger com apoio da Vara da Infância e Juventude e Prefeitura de Guarapuava.

(Com assessoria)


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