Governo do Paraná libera R$ 33 milhões para pesquisas voltadas a desafios do setor produtivo
O início das pesquisas está previsto para outubro deste ano, com até quatro anos de duração

O Governo do Estado lançou na sexta-feira (15 de maio de 2026) uma chamada pública com recursos da ordem de R$ 33 milhões para financiar projetos de pesquisa voltados a 61 demandas do setor produtivo empresarial. A iniciativa é destinada a instituições paranaenses de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica (ICTs), públicas e privadas. As propostas podem ser enviadas até 25 de junho e o resultado será divulgado a partir de 16 de setembro. O início das pesquisas está previsto para outubro deste ano, com até quatro anos de duração.
O edital foi publicado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), com investimento do Fundo Paraná de fomento científico, uma dotação orçamentária constitucional administrada pela pasta. A ação integra o Programa Agências de Desenvolvimento Regional Sustentável (Ageuni), que tem como objetivo articular universidades, empresas, governo e sociedade para encontrar soluções para os desafios socioeconômicos, promovendo a integração entre o conhecimento científico e as necessidades dos diferentes segmentos produtivos.
Segundo o secretário estadual da Seti, Aldo Nelson Bona, o modelo inovador do programa coloca o conhecimento a serviço do desenvolvimento e da geração de riqueza. "O Paraná consolida uma posição de referência nacional no fomento à pesquisa orientada por demandas reais. Ao transformar o conhecimento científico em soluções aplicáveis, contribuímos para aumentar a competitividade das cadeias produtivas e para gerar trabalho, emprego e renda, fortalecendo a economia circular", afirma.
As 61 demandas dessa chamada abrangem áreas da Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Pecti), como agricultura e agronegócio, biotecnologia e saúde, energias sustentáveis, cidades inteligentes e sociedade, educação e economia. Entre os desafios estão o desenvolvimento de bioinsumos para controle de pragas, sistemas inteligentes de análise de sementes, reaproveitamento de resíduos da construção civil, mitigação de emissões de gases de efeito estufa na pecuária e produção de biometano a partir de resíduos agroindustriais.
SELEÇÃO
A seleção das propostas será feita em duas etapas. A primeira, de caráter eliminatório, consiste na análise de conformidade dos documentos enviados pelos proponentes. A segunda fase, de caráter classificatório, contará com especialistas e membros do Comitê Estadual da Ageuni para analisar o mérito e o interesse público. Os avaliadores atribuirão uma pontuação com base em critérios como relevância do desafio, impacto do projeto, viabilidade técnica, metodologia e sustentabilidade.
As instituições precisam vincular as propostas às respectivas agências de inovação ou núcleos de inovação tecnológica (NITs). Serão financiadas atividades como desenvolvimento de soluções inovadoras, estruturação de estratégias e de modelos organizacionais inovadores, além de ações de transferência e difusão de conhecimento e tecnologia. O edital prevê, ainda, a apresentação de matriz de riscos e a definição dos níveis de prontidão tecnológica (TRL), um tipo de escala que mede o estágio de maturidade das tecnologias.
O diretor de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos Aurélio Pelegrina, disse que o modelo da Ageuni representa uma mudança estrutural na pesquisa aplicada. "O programa Ageuni financia projetos que partem de oportunidades identificadas pelas empresas e pela sociedade, indo além da curiosidade científica. Os pesquisadores são desafiados a apresentar soluções viáveis com entregas concretas, em uma lógica que aumenta a eficiência do investimento público e aproxima os acadêmicos do cotidiano produtivo do Paraná".
RESULTADOS
No ciclo anterior do programa Ageuni, de 2023, foram apresentados 355 desafios do setor produtivo. Desse total, 64 foram convertidos em projetos de pesquisa contemplados com fomento público. O perfil das demandas incluiu 35% de microempresas, 14% de médias empresas, 18% de grandes empresas e 33% de outras organizações. Entre os resultados parciais, 80% das instituições confirmaram que a relação universidade-empresa foi positiva, com compartilhamento de conhecimento, acesso a infraestruturas e transferência de tecnologia.
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