Gaeco e PM cumprem 24 mandados em Guarapuava e mais 10 cidades na 2ª fase da Operação que apura possíveis crimes cometidos por policiais rodoviários estaduais

As investigações tiveram início em março de 2025

13/08/2026 14H50

Foto: Gaeco

O Núcleo de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar, deflagrou na manhã desta quinta-feira (13 de agosto de 2026), a segunda fase da Operação Via Pix. A ação investiga possíveis crimes de concussão, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e constituição de organização criminosa, supostamente cometidos por policiais rodoviários estaduais nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro do estado.

Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal, além de ser determinado o afastamento cautelar das funções operacionais de 12 policiais rodoviários estaduais investigados por suspeitas de integrarem o esquema criminoso. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual e cumpridas em Ponta Grossa, Castro, Jaguariaíva, Ibaiti, Arapoti, Wenceslau Braz, Guarapuava, Joaquim Távora, Curiúva, Sengés e Guapirama.

Durante o cumprimento dos mandados, foram efetuadas cinco prisões em flagrante: quatro por posse irregular de armas e munições e uma por obstrução da Justiça.

Propina e acobertamento 

As investigações tiveram início em março de 2025. Em outubro do mesmo ano, durante a primeira fase da operação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e determinado o afastamento de sete policiais rodoviários estaduais de suas funções.

Esta nova etapa busca consolidar provas do vínculo de outros policiais com a organização criminosa, bem como apurar os crimes cometidos com a participação de empresários da região, que também foram alvos das buscas. Conforme apurado até o momento, há fortes indícios de que o grupo mantinha acordos com empresários dos setores de transporte de cargas e de madeira. Eles pagariam propinas mensais aos policiais rodoviários para evitar fiscalizações nas rodovias estaduais. Além disso, foram colhidos indícios de que os agentes recebiam valores indevidos para adulterar informações em boletins de ocorrência de acidentes de trânsito, beneficiando as empresas perante o Detran e seguradoras.

Tráfico 

Simultaneamente, o Gaeco cumpriu nesta quinta-feira três mandados de busca e apreensão expedidos pelo Juízo da Vara de Garantias de Jaguariaíva em residências de três pessoas naquele município. O objetivo é desarticular um esquema de tráfico de drogas descoberto após a primeira fase das investigações, que contava com o acobertamento de um dos policiais investigados.


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