Conab vai garantir preço justo ao feijão preto produzido no Paraná, adianta Zeca Dirceu
Outra medida salutar do governo, segundo o deputado, é a garantia de crédito de custeio, através do Pronaf, com apenas 3% de juros
Foto Zeca com diretor da Conab, Edegar Pretto
O deputado Zeca Dirceu (PT) disse nessa terça-feira (19 de agosto), que a Conab vai garantir o preço justo para o feijão preto e defendeu também a necessidade da abertura dos mercados de exportação da leguminosa, principalmente na América Central. "A Conab já fez a nota técnica para a subvenção de feijão, arroz e farinha de mandioca. A portaria que autoriza a subvenção já foi assinada também pelos ministérios da Agricultura, da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário", explicou o deputado.
Zeca Dirceu adiantou que após a publicação da portaria interministerial no diário oficial da união, a Conab poderá iniciar as operações para subsidiar os produtores de feijão. "Há uma extrema preocupação para os produtores de feijão preto no Paraná e em todo o país. Atualmente, o preço do feijão preto está abaixo do preço mínimo estabelecido, não cobrindo sequer os custos de produção", apontou o deputado ainda em maio em ofício enviado ao presidente da Conab, João Helder Pretto.
Outra medida salutar do governo do presidente Lula (PT), segundo o deputado, é a garantia de crédito de custeio, através do Pronaf, com apenas 3% de juros. "No Plano Safra, as linhas de crédito também ajudarão na produção de feijão nas próximas colheitas. Nós vamos sempre lutar em prol de preço justo aos agricultores, pois sem os produtores não haverá soberania alimentar. Por isso temos que utilizar de todas as medidas disponíveis para protegê-los", reiterou.
PRODUÇÃO ESTADUAL
No Paraná, por exemplo, o deputado reafirmou que o preço do feijão caiu 48% em 2025. "Na quarta semana de abril de 2025, o preço médio pago aos produtores paranaenses foi de R$ 130,32 por saca de 60 kg, valor que está abaixo do preço mínimo de R$ 152,91 por saca, fixado pelo governo federal. Além disso, o custo de produção do feijão é estimado em cerca de R$ 180,00 por saca, devido à alta do dólar, que impacta diretamente os preços dos insumos, como fertilizantes, defensivos agrícolas e combustíveis".
Esta situação, segundo ainda Zeca Dirceu, está causando prejuízos significativos aos agricultores e coloca em risco a safra atual, que, apesar das dificuldades, apresenta uma recuperação no estado, com produtividade superior a do mesmo período do ano passado. "Diante desse cenário, solicitamos urgentemente que a Conab tome as providências necessárias para resolver essa questão, garantindo um preço justo para o feijão preto".
O Paraná encerrou em julho a colheita da segunda safra de feijão com 526,6 mil toneladas. Somando-se à produção de 338 mil toneladas da primeira, o estado estabeleceu um novo recorde, chegando próximo a 865 mil toneladas. O resultado mantém na liderança nacional, com participação aproximada de um quarto da produção brasileira.
EXPORTAÇÃO
"Reforço também a questão da abertura de exportação, pois ficou evidente que, para o Brasil conquistar maior relevância no mercado de feijão preto da América Central, será necessária uma mobilização do governo visando à redução ou eliminação das alíquotas de importação em alguns países".
No contexto regional (América Latina), todos os países que fazem parte da Alca (Área de Livre Comércio das Américas) aplicam tarifas elevadas, que, em certos casos, ultrapassam os 25% para compras realizadas fora do bloco. "Esse cenário será analisado em conjunto com o governo federal, considerando duas possibilidades: negociar como bloco Mercosul com a Alca ou conduzir negociações bilaterais, país por país", avalia Zeca Dirceu.
"O feijão é um alimento nobre, essencial à segurança alimentar de diversos países, e tem potencial para ser protagonista na pauta exportadora do agro brasileiro", completou.
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