Unicentro e Governo do Paraná anunciam Colégio Estadual de Formação Integrada no Câmpus Cedeteg
O novo espaço vai receber cerca de 600 alunos

A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seed) e a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), está à frente de um importante investimento na área da educação de Guarapuava – a construção de um Colégio Estadual de Formação Integrada, que funcionará no Câmpus Cedeteg da instituição.
O modelo, explica o vice-reitor da Unicentro, Ademir Fanfa Ribas, terá diretrizes pedagógicas e curriculares estabelecidas pela Seed, enquanto as atividades de contraturno, como projetos de extensão, ficarão sob a responsabilidade da universidade. “Seremos responsáveis pela curricularização da extensão e pelos estágios, utilizando toda a estrutura da universidade, mas respeitando a autonomia dos departamentos pedagógicos. São os departamentos que vão elaborar os projetos, ver os horários disponíveis e estabelecer as condições para que os alunos possam utilizar”.
O novo espaço vai receber cerca de 600 alunos. “Serão 300 alunos do Ensino Fundamental II, de forma integral, e 300 alunos do Ensino Médio, com a perspectiva de três cursos técnicos”, detalha o vice-reitor. O espaço também permitirá que os acadêmicos dos cursos de licenciatura realizem estágios e apliquem, efetivamente, o conhecimento adquirido nas salas de aula da universidade. “É algo espetacular no que diz respeito à oportunidade das licenciaturas terem um espaço para poderem estudar, apresentar propostas, sugestões e trabalhar junto com a Secretaria de Educação”, avalia Ademir.
Atualmente, o projeto está em fase final de estudos e planejamento. O vice-reitor explica que as tratativas envolvem convênios, acordos de cooperação e definições estruturais. “É um modelo inédito no Brasil. Então, nós vamos criar esse modelo junto com o Ministério da Educação e com o setor de engenharia da universidade, que vai preparar os projetos. Assim que os projetos estiverem prontos, a ideia é que a Secretaria de Educação repasse os recursos para a Unicentro e a universidade possa fazer as licitações e começar as obras”, projeta.
Para o reitor da Unicentro, Fábio Hernandes, a iniciativa pioneira deve impulsionar a educação ofertada na região. “Este projeto é diferenciado, pois teremos também a parte da interação com a universidade. Os estudantes estarão em contato com os bolsistas, com os estagiários da nossa Unicentro, principalmente dos cursos de licenciatura. É um investimento que vai trazer uma educação diferenciada para a nossa região”, afirmou.
O chefe do Núcleo Regional de Educação de Guarapuava, Marlon Douglas Pires, também destaca que a iniciativa terá um impacto significativo para a educação do município principalmente por aproximar a Educação Básica do Ensino Superior. “Essa articulação contribui para a excelência no ensino e para a preparação mais qualificada dos jovens”, ressalta.
PROPOSTA E INVESTIMENTO
Para o projeto, foi anunciado um investimento de R$20 milhões, provenientes do Governo do Estado do Paraná, por meio das Secretarias de Educação (Seed) e de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). “Também temos contado com a atuação política do deputado estadual Artagão Júnior, que tem acompanhado de perto o andamento da proposta”, pontua o chefe do Núcleo Regional de Educação, Marlon Douglas Pires.
TRATATVAS EM FASE FINAL
A ideia de um Colégio de Formação Integrada, lembra Ademir, nasceu em 2023, a partir de uma reunião com representantes de todos os cursos de licenciatura da Unicentro. A proposta, construída de forma coletiva, contou com a participação ativa dos departamentos pedagógicos. Para o vice-reitor, com a efetiva implantação do projeto “a Unicentro vai conseguir ajudar a transformar para melhor a vida das pessoas. Eu acho que esse é o grande desafio da nossa universidade e nós estamos conseguindo avançar um pouco mais, principalmente nas áreas de licenciaturas, que vivem uma dificuldade até mesmo na motivação dos alunos em escolher ser professor. Acredito que vamos quebrar essas barreiras porque os estudantes poderão ver os professores atuando e isso pode motivar, inspirar novamente e fazer a profissão ser respeitada como deve ser aqui no Brasil”.
Para o reitor, Fábio Hernandes, o modelo poderá, ainda, servir de exemplo para outras regiões do Paraná. “Eu tenho certeza que vai ser um sucesso e esperamos que seja aplicado em outras instituições do Estado, que seja aplicado, quem sabe, também no Câmpus de Irati da nossa universidade”, disse.
(Por Maíra Machado)
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