Setembro Verde marca a conscientização e o incentivo para a doação de órgãos

Sesa reforça importância de que doadores façam a sua declaração de forma clara para os familiares, a fim de contribuir com o crescimento do número de doações e, consequentemente, dos transplantes

01/09/2026 14H10

O mês de setembro é marcado pela campanha de conscientização e incentivo à doação de órgãos, um ato que salva vidas. No Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a importância de que possíveis doadores façam a sua declaração de forma clara para os familiares, a fim de contribuir com o crescimento de doações e, consequentemente, dos transplantes. 

Conversar com a família sobre a decisão de ser doador é essencial, pois são os familiares que autorizam a doação. A campanha também é um convite à reflexão do impacto de uma doação, que pode representar a vida para quem precisa de um transplante de órgãos como coração, pulmão, pâncreas, rim ou fígado, além de córneas e outros tecidos. 

O Paraná registrou quase 5,5 mil doações entre 2011, data em que foi criado o Sistema Estadual de Transplantes (SET), até dezembro de 2025. Neste período também foram feitos 10 mil transplantes no Estado. A Sesa trabalha ainda para a redução da taxa de recusa familiar, que atualmente é de 30%, a menor do país, ao lado de Santa Catarina. A média de recusa familiar no Brasil é de 45%.

Dentro do SET, a Organização de Procura de Órgãos (OPO) é o setor que faz a localização, captação, retirada e transporte de um órgão. Com sedes em Curitiba, Maringá, Londrina e Cascavel, elas também fazem as notificações, avaliação da possível doação e dão apoio à família para esclarecer dúvidas e obter a autorização legal.

O programa está estruturado atualmente com 108 hospitais notificantes, autorizados pelo Ministério da Saúde a identificar, manter e notificar a Central Estadual de Transplantes a existência de potenciais doadores de órgãos e tecidos, e que estão espalhados por todo o Paraná.

A estrutura atual possui cerca de 700 profissionais envolvidos, com 71 comissões instituídas (equipes multiprofissionais compostas por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais), que organizam e gerenciam o processo de doação dentro dos hospitais.

Há também 37 equipes transplantadoras de órgãos (pulmão, coração, fígado, pâncreas e rim), e 84 de tecidos (medula, córnea, válvula cardíaca, pele e tecido ósseo), formadas por grupos especializados de profissionais de saúde, autorizados pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), responsáveis pelas cirurgias de remoção (captação) de órgãos de um doador e o implante (transplante) no paciente receptor.

A Sesa também possui uma infraestrutura aérea e terrestre para o transporte de órgãos, incluindo veículos próprios, helicópteros e aeronaves para transporte emergencial. Em 2025 foram realizadas pelas aeronaves da Divisão de Transporte Aéreo (DTA), da Casa Militar do Paraná, 126 missões aéreas para transplantes de órgãos, o que representou 367 horas de voo. Neste ano já houve 95 missões.


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