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Será que a realidade está em movimento? Fiquemos atentas!!!

por: Alessandro de Melo

terça-feira, 4 de junho de 2019 - 15:52:00

Na nossa vida cotidiana, afogada pelas tarefas mecânicas em que nos vemos obrigados a dar conta, acabamos não percebendo que nossas vidas particulares, bem como de nossas famílias, nossos amigos, bairro, cidade, estado, país, mundo, está em estrita conexão e em constante movimento. Assim como não percebemos o movimento de rotação e translação da Terra, também podemos passar a vida sem perceber o movimento histórico e social em que nossas vidas estão enredadas.

Esta #dica de hoje tem a ver com isso, com demonstrar como as coisas que parecem estáticas na verdade estão em movimento, e estão nos levando sem sabermos, para caminhos que não controlamos. É preciso urgentemente que tenhamos o controle das nossas vidas, coletivamente, e nos coloquemos como verdadeiros atores e atrizes da História. Porque, de fato, somos nós, os e as trabalhadores e trabalhadoras, que construímos as riquezas do mundo.

Em primeiro lugar é preciso partir do seguinte princípio: são os seres humanos que fazem a sua própria História.

O movimento histórico é feito pelas ações humanas, e estas ações se dão em conformidade com os interesses que cada grupo social defende, e, portanto, as ações humanas se colocam em constante disputa e contradições. Heráclito, filósofo grego, já dizia que o conflito é o pai e o rei de todas as coisas. São estes conflitos que geraram tudo o que temos hoje como sociedade. Ou seja, tudo o que existe é produto de um movimento real, concreto, histórico e social.

O elemento fundamental deste processo de construção histórica é o trabalho humano. É por meio do trabalho que os seres humanos constroem a sociedade, o mundo humano, e a sociedade, suas relações, é um reflexo de como ocorrem as relações sociais, que são contraditórias, porque sempre é um resultado dos diferentes interesses dos grupos ou classes sociais.

Assim, em Guarapuava, podemos verificar pela simples constatação empírica que se trata de uma cidade/apartheid, uma cidade partida em duas: uma grande periferia pobre, sem serviços públicos dignos, com dificuldade de locomoção entre outras mazelas. A esta periferia se opõe o centro da cidade e alguns bairros mais nobres, muito bem localizados e habitados por grupos sociais mais abastados, bem fornidas de serviços e com fácil acesso a tudo o que é preciso para tornar a vida mais tranquila.

A cidade, e o município, de Guarapuava é o resultado de séculos de lutas de classes, que opuseram os fazendeiros, donos de terras, e os trabalhadores, herdeiros dos escravos, dos indígenas e de outros imigrantes vindos de outros lugares. E, adivinhem, quem realmente trabalhou para gerar a riqueza desta cidade, riqueza esta tão mal distribuída?

Os monumentos da Avenida Manoel Ribas, nesta cidade partida, representam os vencedores! É a hora de erguermos monumentos daqueles que verdadeiramente construíram esta cidade, mas que estão marginalizados.

Essa foi nossa #dica2! Dialética, todo movimento histórico é Dialético!

Que você, leitor ou leitora, tenha ótima semana.

Saudações desta Coluna Livre!

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Coluna Livre

Alessandro de Melo

Professor Associado do Departamento de Pedagogia. Coordenador do Mestrado em Educação da Unicentro. Sociólogo. Doutor e Mestre em Educação.
Temas de política e Educação e algumas generalidades da conjuntura nacional e internacional