REFÉM DO MEDO: mulher denuncia rotina de terror dentro de casa em Guarapuava
A mulher afirma ser alvo constante de xingamentos, palavras degradantes e comportamentos agressivos
Imagem ilustrativa
Uma ocorrência registrada na tarde dessa quarta-feira (1º de abril de 2026), no bairro Batel, em Guarapuava, expõe mais um retrato alarmante da violência doméstica no país, desta vez, marcada não por agressões físicas, mas por um ciclo contínuo de abuso psicológico, moral e patrimonial.
A vítima, uma mulher de 34 anos, relatou à Polícia Militar viver sob constante estado de tensão dentro da própria casa. Casada há cerca de sete anos com o agressor, de 29, e mãe de dois filhos, ela descreve uma rotina dominada por humilhações, ameaças e coerção.
Segundo o depoimento, o homem faz uso frequente de entorpecentes dentro da residência, permanecendo sob efeito das substâncias por dias seguidos, inclusive na presença das crianças. Durante esses períodos, o ambiente familiar se transforma em um cenário de instabilidade e medo.
A mulher afirma ser alvo constante de xingamentos, palavras degradantes e comportamentos agressivos. Em um dos relatos mais preocupantes, ela diz ser forçada a repetir tarefas domésticas sob pressão psicológica, além de se trancar em um quarto com os filhos enquanto o companheiro recebe terceiros para consumo de drogas no imóvel.
O controle também se estenderia à vida profissional da vítima. Cabeleireira, ela afirma ter sido obrigada a abandonar a profissão há cerca de quatro meses, após sucessivas interrupções e episódios de humilhação durante atendimentos. O impacto financeiro e emocional, segundo ela, foi devastador.
Outro ponto crítico envolve ameaças recorrentes relacionadas à guarda dos filhos, utilizadas como instrumento de intimidação e controle.
Diante da gravidade da situação, a vítima manifestou interesse em solicitar uma medida protetiva de urgência. A equipe policial registrou o boletim de ocorrência, e o caso deverá seguir para análise das autoridades competentes.
O episódio reforça a importância de reconhecer que a violência doméstica vai além da agressão física, muitas vezes, ela se manifesta de forma silenciosa, corroendo a dignidade, a autonomia e a saúde mental das vítimas.
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