Prova Paraná: Estado aplica avaliação para 1,1 milhão de alunos da rede pública
Fazem a prova estudantes do 2º e do 5º dos anos iniciais do Ensino Fundamental e do 6º ao 9º ano dos anos finais

Cerca de 1,1 milhão de estudantes da rede estadual e das redes municipais de ensino dos 399 municípios paranaenses participam da primeira edição da Prova Paraná em 2026 nesta terça e quarta-feira (19 e 20 de maio de 2026). A avaliação, aplicada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), tem como objetivo acompanhar a aprendizagem dos estudantes e orientar ações pedagógicas nas instituições de ensino.
Fazem a prova estudantes do 2º e do 5º dos anos iniciais do Ensino Fundamental e do 6º ao 9º ano dos anos finais, além das três séries do Ensino Médio e da Educação Profissional e Tecnológica.
Segundo o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, a avaliação auxilia no acompanhamento do rendimento dos estudantes e na definição de práticas pedagógicas pelas escolas. “A Prova Paraná permite que as escolas acompanhem de forma rápida o desempenho das turmas e adotem estratégias assertivas ainda durante o ano letivo, garantindo intervenções mais direcionadas às necessidades dos estudantes”, afirmou.
Além do diagnóstico pedagógico, os resultados da Prova Paraná ainda poderão compor até 30% da nota do segundo trimestre letivo, conforme os critérios adotados pelas instituições de ensino.
MATEMÁTICA
Os estudantes que realizarem a prova de Matemática também serão automaticamente inscritos na Olimpíada de Matemática das Escolas Estaduais do Paraná (OMAP). O desempenho obtido na avaliação será utilizado como critério para a primeira fase da competição, e cerca de 10% dos melhores resultados da rede estadual avançarão para as próximas etapas. A olimpíada é voltada ao incentivo da aprendizagem, ao desenvolvimento do raciocínio lógico e ao estímulo do interesse dos estudantes pela Matemática.
Outra novidade é que, pela primeira vez, os resultados da Prova Paraná dos estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental também serão processados por meio do Aplicativo Corrige, ferramenta da Seed-PR utilizada na correção das avaliações. A tecnologia já era empregada na correção das avaliações das demais séries.
COMO FUNCIONA A PROVA
A Prova Paraná contempla conteúdos de Língua Portuguesa e Matemática em todas as séries avaliadas, além de disciplinas como Ciências, História, Geografia e Língua Inglesa nos anos finais do Ensino Fundamental.
No Ensino Médio, também são avaliados componentes como Biologia, Química, Física, Filosofia, Sociologia e Educação Financeira, além de disciplinas ligadas aos itinerários formativos, como Programação e IA, Robótica, Geopolítica, História Econômica do Paraná e Governo e Cidadania.
Conforme Dolores Follador, coordenadora de avaliação da Seed-PR, a diversidade de componentes abordados permite a definição de estratégias pedagógicas para diferentes áreas do conhecimento. “Nossa expectativa é manter uma alta participação dos estudantes e fortalecer o uso pedagógico da avaliação nas escolas”, disse.
ADAPTAÇÕES PARA A EDUCAÇÃO ESPECIAL
Nesta edição, cerca de 113 mil estudantes da educação especial da rede estadual de ensino farão a Prova Paraná, parte deles com adequações específicas conforme o perfil de cada um. A avaliação mantém o conteúdo para todos, mas ajusta a forma de aplicação conforme o perfil do estudante, com modificações de formato, tempo adicional, apoio profissional e recursos específicos.
Nesta edição, 1.773 estudantes dos ensinos Fundamental e Médio farão a avaliação com recursos especializados. Desse total, 57 alunos cegos realizarão a prova em braile; 1.692 com baixa visão receberão versões ampliadas ou superampliadas, com ajustes de contraste e organização visual; e 24 estudantes com Síndrome de Irlen contarão com adaptações de cor e luminosidade, incluindo o uso de lâminas coloridas. Estudantes surdos terão acesso a vídeos com tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
“Garantir acessibilidade na avaliação é assegurar que todos os estudantes tenham as mesmas condições para demonstrar suas aprendizagens, respeitando as especificidades de cada um”, explicou Claudia Saldanha, coordenadora pedagógica de Educação Especial da Seed-PR.
Outros 28 mil estudantes realizarão a avaliação com tempo adicional, apoio profissional, aplicação em ambiente específico, transcrição de respostas e leitura assistida. Os ajustes atenderão diferentes perfis de aprendizagem, incluindo estudantes com deficiências, transtornos funcionais específicos e altas habilidades/superdotação.
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