Projeto de extensão da Unicentro promove integração cultural por meio da culinária internacional

Iniciativa reúne estudantes de diferentes países para compartilhar conhecimentos sobre gastronomia, hábitos alimentares e tradições culturais

05/11/2026 09H50

O projeto é desenvolvido em parceria entre a Coordenadoria de Relações Internacionais (Coori) e o Departamento de Nutrição, com atividades práticas realizadas no Laboratório de Nutrição da universidade, no câmpus Cedeteg. Atualmente, participam da iniciativa estudantes de Nutrição e intercambistas de outros cursos da Unicentro. Seus países de origem são Paquistão, Angola, Guiné-Bissau, República do Congo e Senegal.

Segundo a coordenadora do projeto, Débora Frizzi, o encontro do último sábado proporcionou aos estudantes internacionais trazer suas comidas afetivas que os lembrassem de casa. “A proposta é que eles compartilhem preparações representativas de seus países de origem, enquanto os acadêmicos de Nutrição colaboram com orientações técnicas e auxiliam na organização e no preparo das receitas. Foram preparadas receitas como Mufete, Cafriela, Siga, Biryani, Yassa, Caldo de Mancarra, Arroz com Caldo de Mancarra e Trois Pièces”, explica a docente do Denut.

O participante Harris Naeem é paquistanês e conta que o prato que escolheu preparar foi o Biryani, prato típico de sua região, muito consumido em celebrações especiais. “Todos puderam experimentar e o prato ficou um pouco apimentado, mas foi muito legal apresentar uma comida do meu país. Além disso, o projeto tem me ajudado a conhecer melhor outras culturas e compartilhar um pouco da minha também”, conta. 

Para a coordenadora de Relações Internacionais da Unicentro, Cibele Krause Lemke, além de proporcionar o contato com diferentes tradições alimentares, a proposta busca fazer da internacionalização uma dimensão transversal às atividades universitárias. “É um projeto-piloto pensado para trabalhar questões culturais com os estudantes, tendo a culinária como eixo principal. Como eles vêm de diferentes países, muitas vezes não estão familiarizados com os ingredientes disponíveis na nossa região. Por isso, a oficina também busca oferecer conhecimentos e autonomia para que possam preparar a própria alimentação utilizando esses ingredientes”, destaca. 

A acadêmica Kemilly Lohrana de Oliveira explica que entrou no projeto com o objetivo de aprimorar seu desenvolvimento pessoal, conhecer novos hábitos alimentares e aprender sobre diferentes culturas. Porém, após participar das atividades e oficinas, encantou-se ainda mais com a proposta do projeto e suas dimensões. “O que mais me chamou a atenção foi a variedade de temperos utilizados nas preparações, principalmente os diferentes tipos de pimentas, que fazem parte do cotidiano alimentar de muitos dos intercambistas. Também percebi um consumo frequente de peixes e frango, além do uso da carne halal, que segue os preceitos da religião muçulmana, respeitando as tradições alimentares de um dos nossos alunos”, frisou a estudante de Nutrição.

(Por Mylena Camargo, com supervisão de Giovani Ciquelero)


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