Prefeitura de Guarapuava se manifesta sobre a Operação Fórmula Mágica e ressalta: fatos investigados são anteriores à atual gestão

Nota oficial enfatiza que as suspeitas investigadas pelo Ministério Público se referem a 2022 e 2023 e afirma que o atual governo não tem envolvimento nos acontecimento

26/08/2026 14H50

Guarapuava amanheceu nesta quarta-feira (26 de agosto de 2026) sob o impacto da Operação Fórmula Mágica, deflagrada pelo Ministério Público do Paraná, que cumpriu 20 mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre um suposto esquema de corrupção envolvendo agentes públicos e empresários.

Diante da repercussão do caso, a Prefeitura de Guarapuava emitiu uma nota oficial e fez questão de colocar uma linha divisória no episódio: segundo a administração municipal, os fatos investigados ocorreram entre 2022 e 2023, portanto antes da atual gestão municipal.

A manifestação oficial também reforça que a atual administração mantém cooperação com os órgãos de fiscalização e controle.

“Os fatos investigados referem-se aos anos de 2022 e 2023, período anterior à atual administração, não havendo qualquer envolvimento da atual gestão municipal nos acontecimentos.”

A operação é conduzida pelo Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), do Ministério Público do Paraná. A investigação apura suspeitas relacionadas à regularização de uma obra iniciada em 2019 sem a prévia aprovação do projeto e sem licença para construção.

De acordo com o Ministério Público, as apurações apontam que, em 2023, empresários teriam procurado o então presidente da Câmara Municipal, Pedro Moraes, em busca de auxílio para regularizar a construção. A investigação sustenta a suspeita de que teria sido combinado o pagamento de aproximadamente R$ 100 mil em propina.

O caso ainda está sob investigação, e as suspeitas apresentadas pelo Ministério Público deverão ser submetidas ao devido processo legal.

Prefeitura reforça compromisso com transparência

Na nota divulgada nesta quarta-feira, a Prefeitura afirma que a atual gestão trabalha em “permanente sintonia e cooperação” com o Ministério Público, o Tribunal de Contas e os demais órgãos responsáveis pela fiscalização e pelo controle da administração pública.

A administração municipal também destaca a participação da população no combate a eventuais irregularidades, orientando que informações e denúncias sejam encaminhadas pelos canais oficiais de ouvidoria e fiscalização.

A manifestação ocorre no mesmo dia em que a Operação Fórmula Mágica levou agentes do Ministério Público a endereços ligados ao presidente e a um servidor da Câmara Municipal, a um servidor do Município, a três sócios de uma farmácia e à empresa responsável pela construção investigada.

Segundo o MPPR, também foram identificados depósitos em dinheiro vivo em contas bancárias de agentes públicos que, à época dos fatos, ocupavam funções no município.

O que está no centro da investigação

Conforme o Ministério Público, após o embargo administrativo da obra, teria havido uma articulação para viabilizar sua regularização. A investigação aponta ainda que o então secretário municipal de Habitação e Urbanismo teria assinado pessoalmente documentos relacionados à aprovação do projeto e à licença para construção, embora, segundo o MP, não tivesse formação em Engenharia Civil ou Arquitetura.

Outro ponto investigado envolve a avaliação do imóvel e o valor do tributo relacionado à regularização da obra. O MPPR afirma que um servidor teria substituído uma avaliação realizada por profissional responsável, reduzindo o valor do tributo devido.

As investigações continuam. O objetivo, segundo o Ministério Público, é esclarecer integralmente os fatos, identificar eventual participação de outras pessoas e reunir elementos para definir as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.

NOTA OFICIAL DA PREFEITURA

"Nota à imprensa

Guarapuava amanheceu sob os desdobramentos de uma operação do Gaeco realizada nesta quarta-feira (26). Os fatos investigados referem-se aos anos de 2022 e 2023, período anterior à atual administração, não havendo qualquer envolvimento da atual gestão municipal nos acontecimentos.

A Prefeitura de Guarapuava reafirma o compromisso da atual gestão com a transparência e que trabalha em permanente sintonia e cooperação com o Ministério Público, Tribunal de Contas e os demais órgãos de fiscalização e controle.

A Administração Municipal reforça, ainda, que a população pode contribuir ativamente encaminhando informações e denúncias por meio dos canais oficiais de ouvidoria e fiscalização.”

O ponto central da manifestação da Prefeitura é direto: a administração municipal afirma que os fatos investigados pela operação são de 2022 e 2023 e, portanto, anteriores à atual gestão.

#GmaisNoticias #Guarapuava #OperacaoFormulaMagica #Gepatria #MPPR #PrefeituraDeGuarapuava #Politica #Investigacao #Parana #Noticias
Gmais Notícias: informação local, contexto e os principais fatos de Guarapuava.


Veja Mais