Por meio de programa internacional, Medicina da Unicentro recebe estudante do Paquistão
Programa PEC-G possibilita a formação de estudantes estrangeiros no Brasil

Desde a infância, Haris já imaginava seguir a carreira médica. “Eu queria me tornar o primeiro médico da minha família, algo que representa muito orgulho e também uma grande responsabilidade”, conta. Segundo ele, a possibilidade de estudar fora do país ampliou ainda mais seus planos. “Senti que poderia tornar esse sonho ainda maior, vivendo uma experiência internacional”, relata.
Antes de iniciar a graduação, ele precisou estudar português e realizar o exame de proficiência Celpe-Bras. Foi durante esse período que surgiu o vínculo com a cidade e com a universidade. “Durante o período em que aprendi português no Câmpus Santa Cruz, aqui em Guarapuava, comecei a me sentir em casa, mesmo estando longe do meu país. A Unicentro e a cidade me acolheram de uma forma muito especial, e isso foi decisivo para que eu escolhesse continuar minha trajetória aqui”, conta o estudante.
Segundo a coordenadora de Relações Internacionais da Unicentro, professora Cibele Krause Lemke, a universidade mantém diversas parcerias para receber estudantes estrangeiros e também para enviar alunos da instituição para intercâmbios acadêmicos. “Em 2026, além do Haris, esperamos receber estudantes de países como Guiné-Bissau, Congo, Panamá e Senegal, todos por meio do programa PEC-G”, destaca.
Outra estratégia adotada pela instituição é o processo de internacionalização em casa, incluindo a oferta de disciplinas em outros idiomas. “Isso permite que alunos que não podem viajar para o exterior ou que não são contemplados com bolsa de intercâmbio também tenham contato com outras culturas, idiomas e visões de mundo dentro da própria universidade”, explica Cibele.
Ela acrescenta que o projeto também incentiva o ensino do português para estrangeiros, contribuindo para que estudantes internacionais que chegam à universidade possam se integrar melhor ao ambiente acadêmico. A iniciativa busca ampliar a presença da Unicentro no cenário acadêmico internacional. “Com essas ações, esperamos aumentar a visibilidade da universidade, fortalecer parcerias e convênios com instituições estrangeiras e consolidar a nossa política linguística institucional por meio da oferta de diferentes idiomas”.
No Departamento de Medicina da Unicentro, a chegada do aluno também é vista como um marco. Segundo o chefe do departamento, professor Abrão José Melhem Junior, o curso tem buscado ampliar a presença internacional em suas atividades acadêmicas. “Por meio do Escritório de Relações Internacionais, já conseguimos enviar duas alunas para estágios no Canadá e agora estamos recebendo o Haris para estudar conosco”.
Abrão também ressalta características que diferenciam a formação oferecida pela instituição. “Nosso curso é de uma universidade pública estadual e valoriza muito o raciocínio clínico e as humanidades na formação médica. Também contamos com um corpo docente interdisciplinar, com professores de várias áreas, o que contribui para uma formação mais completa”.
Os resultados acadêmicos recentes também reforçam o desempenho do curso. “Temos obtido resultados importantes, sempre acima da média regional e nacional nos testes de progresso, como o 6º lugar no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, o Enamed, primeiro lugar da região Sul e mais de 50% de aprovação dos nossos egressos em programas de residência médica”, destaca o coordenador.
Para Haris, estudar Medicina no Brasil representa muito mais do que uma formação acadêmica. Ele acredita que a experiência internacional vai ampliar sua visão de mundo e contribuir para sua carreira. “O programa de Medicina da Unicentro é altamente reconhecido no Brasil e estar aqui me dá a oportunidade de absorver conhecimento de qualidade, expandir minha visão do mundo e me preparar melhor para atuar como médico em um contexto internacional”.
O estudante diz que espera aproveitar ao máximo a formação na área médica e desenvolver não apenas habilidades técnicas, mas também humanas. “Quero construir uma base sólida de conhecimento e aproveitar as experiências práticas e clínicas oferecidas pela universidade. Mais do que me tornar um médico tecnicamente preparado, quero ser um profissional que saiba ouvir, compreender e se conectar com as pessoas. Para mim, a Medicina não é apenas ciência, mas também empatia e responsabilidade”, conclui.
(Por Poliana Kovalyk)
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