Polícia Civil autua empresário e apreende mais de 3 mil figurinhas da Copa em Irati
Com suspeitas de falsificação da Copa do Mundo FIFA 2026, produtos estavam sendo comercializadas no Centro da cidade
Foto: Divulgação
Na manhã dessa quinta-feira (16 de julho de 2026), a Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 41ª Delegacia Regional de Polícia de Irati, autuou em flagrante um empresário de 45 anos pelo crime de violação de direito autoral com intuito de lucro. A ação resultou na apreensão de mais de 3 mil figurinhas com suspeitas de falsificação da Copa do Mundo FIFA 2026, que estavam sendo comercializadas no Centro da cidade.
A diligência teve início a partir de uma denúncia anônima informando que o estabelecimento comercial realizava a venda irregular dos produtos. Ao chegarem ao local, os policiais civis constataram a exposição direta ao público e o armazenamento de uma grande quantidade de pacotes de figurinhas sob suspeita de contrafação.
Embora a confirmação técnica sobre a falsidade de todo o lote dependa do resultado da perícia oficial, os agentes identificaram de imediato que pelo menos uma das unidades expostas — uma figurinha que reproduz a imagem do jogador Neymar e ostenta o logotipo da marca Panini — apresentava indícios flagrantes de falsificação. O produto exibia qualidade gráfica nitidamente inferior à original e carecia de elementos essenciais de segurança e licenciamento.
No total, foram apreendidas 3.104 unidades, sendo 3.066 figurinhas da Copa do Mundo, 24 figurinhas da Coca-Cola, 8 cards "Adrenalin Panini" e 6 figurinhas da Copa América. A Polícia Científica do Paraná realizou a separação de uma amostragem de 15 unidades para os exames iniciais, e o restante do material foi lacrado e encaminhado para perícia definitiva.
Diante das evidências colhidas no local, o proprietário do estabelecimento foi conduzido à delegacia, onde a autoridade policial ratificou a voz de prisão em flagrante com base no artigo 184, § 2º, do Código Penal (violação de direito autoral com intuito de lucro). Como a pena máxima para o delito não ultrapassa quatro anos, o delegado de polícia arbitrou fiança no valor de R$ 2.000,00. O valor foi integralmente recolhido e o autuado responderá ao processo em liberdade.
A PCPR instaurou inquérito policial para apurar a fundo o caso, acionou a empresa detentora dos direitos para manifestação quanto a possíveis crimes de marca registrada e investigará se consumidores locais foram enganados ao adquirir o material.
A PCPR reforça o pedido de colaboração da população com informações que auxiliem na prevenção e elucidação de crimes. As denúncias podem ser realizadas de forma anônima pelos números 197 e 181.
(Com informações: PCPR)
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