No Paraná, Outubro Rosa reforça importância do autocuidado durante todo o ano

A Sesa destaca que, no Paraná, mesmo com o reforço neste mês, as ações do Outubro Rosa acontecem permanentemente

01/10/2026 13H23

O mês de outubro chega com a tradicional cor rosa, símbolo de uma das mobilizações mais importantes: a conscientização sobre o câncer de mama e do colo do útero e a promoção à saúde integral das mulheres. O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre o público feminino no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

A doença ocorre quando as células da mama passam a se multiplicar de forma desordenada e anormal, formando um tumor. Para este ano, as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o Paraná indicam a incidência de 4,3 mil novos casos, além do aparecimento de mais de 1,1 mil novos diagnósticos de câncer do colo do útero.

Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) destaca que, no Paraná, mesmo com o reforço neste mês, as ações do Outubro Rosa acontecem permanentemente. A atuação vai além da conscientização neste período e busca garantir acesso facilitado, acolhimento e assistência contínua em todo o Estado. O acesso gratuito a exames, diagnósticos e tratamentos pelo SUS é garantido em todas as regiões.

A porta de entrada para a rede pública de saúde é a Unidade Básica de Saúde (UBS), onde a atenção primária realiza o primeiro atendimento e encaminha a mulher, conforme sua necessidade, para consultas e exames especializados.

FATORES DE RISCO E PREVENÇÃO

O câncer de mama não possui uma causa única. Ele resulta de uma combinação de fatores genéticos, hormonais, ambientais e comportamentais. Quanto mais cedo uma alteração for detectada, maiores são as chances de cura. Entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença está a idade, uma vez que com o passar dos anos o risco aumenta progressivamente, sendo a incidência mais frequente após os 50 anos. O histórico familiar de câncer de mama ou de ovário, principalmente em parentes de primeiro grau, também exige atenção.

Fatores hormonais e reprodutivos, como primeira menstruação precoce, menopausa tardia, primeira gravidez após os 30 anos ou ausência de gestações, também influenciam. Além disso, hábitos de vida desempenham papel relevante, como obesidade e excesso de peso, especialmente após a menopausa, sedentarismo, consumo de bebidas alcoólicas e exposição a radiações.

Por outro lado, cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos de vida saudáveis. Manter o peso corporal adequado, praticar atividades físicas regularmente, adotar uma alimentação equilibrada, moderar no consumo de álcool e evitar o tabagismo são atitudes simples que protegem a saúde de forma geral.

DIAGNÓSTICO PRECOCE

O conhecimento do próprio corpo é outro aliado fundamental. A mulher deve ficar atenta a qualquer alteração suspeita na região das mamas e axilas, tais como nódulos (caroço) fixos e geralmente indolor na mama ou na axila; alterações na pele da mama, como vermelhidão, retração ou aspecto semelhante à casca de laranja; mudança no formato ou no tamanho das mamas; modificação no mamilo, como inversão ou saída espontânea de líquido sem relação com a amamentação.

Ao perceber qualquer um desses sinais, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para avaliação da sua saúde.

ROTINA E RASTREAMENTO

Estar atenta ao corpo é essencial, mas os exames de rotina desempenham um papel decisivo para a detecção precoce de tumores ainda não palpáveis. A recomendação do Ministério da Saúde, adotada no Sistema Único de Saúde (SUS), é que mulheres de 50 a 74 anos façam a mamografia de rastreamento a cada dois anos, mesmo sem apresentar nenhum sintoma. Mulheres fora dessa faixa etária ou com histórico familiar de alto risco devem conversar com o profissional de saúde para uma avaliação individualizada.

O principal benefício da mamografia de rotina é identificar lesões em estágio inicial. A detecção precoce aumenta significativamente as chances de cura e possibilita tratamentos menos invasivos, com recuperação mais rápida.

CUIDADO INTEGRAL

No Paraná, o autocuidado abrange a saúde feminina em sua integralidade. Outros cânceres do sistema reprodutor, como o câncer do colo do útero, que é o terceiro mais frequente entre as brasileiras, além dos cânceres de ovário, endométrio e vulva, também exigem atenção continuada.

Com isso, a Sesa reforça a importância da prevenção do HPV (papilomavírus humano), por meio da vacinação nas faixas etárias indicadas e da realização periódica do exame preventivo.

Além do Papanicolau, o Estado é referência na implantação do teste DNA-HPV. Diferente do exame tradicional (Papanicolau), que identifica alterações quando as células já apresentam lesões, essa tecnologia por biologia molecular identifica a presença do material genético do vírus anos antes do surgimento de qualquer lesão.

Com altíssima precisão, se o resultado for “não detectável”, o exame só precisa ser repetido após cinco anos, garantindo mais conforto e segurança para mulheres de 25 a 64 anos. Os testes, disponibilizados pelo SUS, já são utilizados em 38 municípios paranaenses e estão em fase de implementação em mais 217 cidades.

O cuidado integral inclui, ainda, a atenção ao bem-estar emocional e o suporte psicológico, fundamentais tanto na rotina diária quanto no tratamento de enfermidades. Da mesma forma, o acompanhamento deve englobar o monitoramento cardiovascular, metabólico e preventivo geral.


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