Moro pode perder mandato por erros na prestação de contas

Foram apontadas, por exemplo, despesas sem identificação, e outras inconsistências

23/11/2022 09H26

O ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, foi eleito senador pelo Paraná. Os paranaenses, através do voto, o escolheram para representa-los no Congresso Nacional, ao lado dos senadores Oriovisto Guimarães e Flávio Arns.

Em um parecer final elaborado pelo setor técnico de contas do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, divulgado nessa terça (22 de novembro), ficou caracterizado a desaprovação das contas de campanha de Moro. 

Entre as diversas ilegalidades feitas pelo ex-juiz federal em sua prestação de contas está a mais primária de um candidato que é a não apresentação à Justiça Eleitoral os comprovantes de gastos feitos, além da identificação correta de doadores de campanha.

Moro recebeu, no total, entre doações de pessoas físicas e  fundo partidário, R$ 5.266.811,20. 

O ex-juiz federal também deixou de apresentar comprovantes de transferência das sobras de campanha; houve inconsistência nos valores gastos com a empresa de aviação contratada pela sua campanha. Também foi constatado divergências entre as informações realizadas na prestação de contas finais com o que foi declarado na prestação de contas parcial. Segundo Ferraz, as inconsistências ultrapassam o valor de R$ 1.250 mil.

No caso de eventual desaprovação, Sergio Moro poderá ter que devolver os valores não comprovados, bem como abrindo possibilidade do Ministério Público ou qualquer outro partido político vir a fazer uma interposição de ação de cassação de diploma de mandato por abuso de poder. 

Sergio Moro foi candidato e venceu as eleições obtendo mais votos do que o senador e também candidato, Alvaro Dias e o deputado federal, Paulo Martins.


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