Missão na China abre novas perspectivas de cooperação internacional para a Unicentro
Vice-reitor Ademir Juracy Fanfa Ribas integra missão da Abruem e destaca oportunidades de intercâmbio, pesquisa e inovação

A participação da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) na missão internacional promovida pela Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem) abre espaço para perspectivas de cooperação acadêmica, científica e tecnológica da instituição com universidades chinesas.
Representando a Unicentro na delegação brasileira, o vice-reitor Ademir Juracy Fanfa Ribas destaca que a presença da universidade na missão é estratégica para acompanhar as transformações do ensino superior em nível mundial e ampliar oportunidades para a comunidade acadêmica. “A missão reúne 32 universidades brasileiras e é fundamental que a Unicentro esteja presente para conhecer o que há de melhor no mundo e trazer oportunidades para nossa comunidade”, afirma.
Ao longo da programação, a delegação tem visitado universidades, centros de pesquisa e instituições voltadas à inovação em cidades como Pequim e Xangai. Segundo o vice-reitor, um dos aspectos que mais chamam a atenção é a forte integração existente entre universidades, empresas, indústrias e governo. “Toda essa integração faz com que a prática e a teoria estejam muito próximas. Há muita discussão sobre inteligência artificial, inovação e novas tecnologias, sempre com planejamento voltado para melhorar as atividades das universidades e beneficiar a comunidade”, ressalta.
Possibilidade de intercâmbio entre universidades brasileiras e chinesas
Para Ademir, a receptividade das instituições chinesas demonstra o interesse em ampliar as relações com universidades brasileiras. Entre as possibilidades estão programas de intercâmbio, projetos de pesquisa conjuntos e cooperação acadêmica em diversas áreas do conhecimento. “Fica claro que a reciprocidade é importante e que a China está disposta a fazer essa parceria com as universidades brasileiras. Existem muitas oportunidades de intercâmbio, inclusive com bolsas no exterior, além da troca de experiências, informações e da aproximação entre grupos de pesquisa”, explica.
O vice-reitor acredita que os resultados da missão poderão gerar avanços significativos para a Unicentro nos próximos anos. Além das parcerias institucionais, a experiência tem proporcionado contato com modelos de gestão universitária, inovação e planejamento que podem inspirar novas ações nos câmpus da universidade. “Muitas das experiências que estamos conhecendo aqui poderão ser adaptadas à nossa realidade em Guarapuava, Irati, Chopinzinho, Prudentópolis, Coronel Vivida e Pitanga. Há muitas iniciativas simples que podem ser implantadas e que certamente trarão novidades para a nossa comunidade universitária”, destaca.
Outro aspecto observado durante as visitas é o protagonismo da tecnologia, da inovação e da inteligência artificial nas universidades chinesas. Embora cada instituição tenha áreas de excelência específicas, a integração entre pesquisa, desenvolvimento tecnológico e formação acadêmica aparece como uma característica comum. De acordo com Ademir, o papel da Unicentro será criar conexões entre pesquisadores brasileiros e chineses, favorecendo futuras colaborações. “Claro que nossos estudantes têm que se preparar, falar o mandarim ou minimamente o inglês, mas tem muita oportunidade. Eu tenho convicção que nós vamos ter um avanço muito grande na nossa universidade com essas parcerias que estão sendo fechadas na China”, pontua. A expectativa é que representantes de instituições chinesas também visitem a universidade nos próximos meses para dar continuidade às tratativas iniciadas durante a missão.
Ao avaliar a experiência, o vice-reitor destaca que a Unicentro é reconhecida nacionalmente e possui potencial para ampliar ainda mais sua inserção internacional. “A principal lição que levamos desta missão é a importância do planejamento. Aqui tudo é muito planejado e direcionado para objetivos comuns. Quando toda a comunidade trabalha unida em torno de um propósito, os resultados aparecem. A Unicentro não pode ficar de fora dessa visão de mundo”, conclui.
(Por Caroline Albertini)
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