Júri condena homem a 23 anos de prisão por matar ex-esposa a tiros em Pinhão
Júri popular ocorreu nessa terça (31); crime aconteceu em 2019

Um homem foi condenado a 23 anos e quatro meses de prisão por matar a ex-esposa a tiros em Pinhão. A condenação foi anunciada pelo juiz em júri popular realizado nessa terça feira (31 de agosto), no município.
O crime aconteceu em 22 de outubro de 2019. Franciely Aparecida Tavares, de 33 anos, era professora em duas escolas da cidade e tinha medida protetiva contra o ex-marido. Ela foi morta no caminho para casa, enquanto voltava do trabalho para o almoço.
José Arildo Maron foi considerado culpado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe, meio que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.
Além disso, ele teve a pena aumentada por descumprir medida protetiva e também foi condenado por posse irregular de arma de fogo.
A defesa do réu disse que irá recorrer da decisão e afirmou que a comoção dos jurados foi determinante para a sentença, que não observou as provas produzidas.
Durante o depoimento, José disse que ficou transtornado após ver a vítima com outro homem no carro e que, depois disso, pegou a arma que ficava guardada no trabalho e foi atrás dela. Confirmou, ainda, que sabia da medida protetiva contra ele.
O Ministério Público do Paraná disse que a decisão dos jurados veio ao encontro com os fatos e as provas produzidas nos autos.
O FEMINICÍDIO
O crime aconteceu no bairro São Cristóvão, quando Franciely estava em um carro, a caminho de casa. Câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito corre atrás da vítima com uma arma na mão.
Depois de efetuar os disparos, o homem fugiu do local em uma moto.
Ele se entregou à polícia no distrito do Guará, em Guarapuava, no mesmo dia, e confessou o crime. Ele foi preso em flagrante por feminicídio e descumprimento de medida protetiva.
Segundo o delegado que acompanhou o caso, José matou a vítima por não aceitar o fim do relacionamento entre os dois.
Familiares da vítima disseram que Franciely casou-se aos 15 anos com o suspeito. Os dois ficaram 18 anos juntos. O casal teve duas filhas.
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