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ATENDIMENTOS

Guarapuavanas contam com suporte social, psicológico e jurídico gratuitos através do Cram

Dúvidas e atendimentos podem ser solicitados pelo telefone (42) 98405-6206. Em caso de emergências, também estão disponíveis os números 190, da Polícia Militar e 193, da Delegacia da Mulher

segunda-feira, 3 de agosto de 2020 - 17:16:00

A violência contra a mulher é um crime amparado no machismo e que deve ser combatido todos os dias. Nesta luta, Guarapuava já esteve entre os 100 municípios do país que mais matavam mulheres, segundo o Mapa da Violência de 2012, e de lá pra cá, percorreu um caminho de muitos desafios e avanços. Hoje, a cidade é uma referência no enfrentamento à violência contra as mulheres e na execução de políticas públicas voltadas à equidade de gênero.

Um das ferramentas essenciais que permitiu a Guarapuava reduzir em 52% o número de feminicídios na cidade foi a criação do CRAM (Centro de Referência de Atendimento à Mulher), que trabalha dando suporte às vítimas de violência desde março de 2018. Mas, você conhece o trabalho do CRAM?

CRAM: O QUE É E COMO FUNCIONA

Fundado em 2018, o CRAM é um departamento da Secretaria de Políticas Públicas Para as Mulheres, que funciona como uma porta de entrada para atender mulheres em situação de violência. Em seus dois anos de funcionamento, o Centro já atendeu cerca de 1.300 vítimas, oferecendo uma rede completa de serviços de apoio e força para encorajá-las a romperem o ciclo da violência.

 “No CRAM, nós atendemos qualquer tipo de violência contra as mulheres. Aqui, nós oferecemos amparo, respeitando suas vontades e oferecendo apoio psicológico, jurídico, todo o suporte necessário para que ela compreenda a situação em que está inserida, podendo romper o ciclo de agressão e recomeçar”, detalhou a coordenadora do CRAM, Camila Grande da Silva Souza.

Quando as mulheres chegam ao CRAM, a equipe inicia um processo de triagem para que seja possível compreender o quadro de violência. A equipe responsável por fazer essa acolhida é formada por duas assistentes sociais, uma advogada e uma psicóloga que juntas analisam a situação da vítima e dão o encaminhamento necessário.

As mulheres que procuram o CRAM têm direito a uma rede completa de serviços oferecidos gratuitamente:

Atendimento social: feito pelas assistentes sociais, esse atendimento permite que as profissionais do CRAM verifiquem a compatibilidade com programas sociais de suporte, como auxílios e vagas de trabalho, para possibilitar à mulher, condições de independência

Atendimento psicológico: com o suporte da psicóloga do CRAM, é feita a análise da situação clínica da vítima, para que seja possível a superação da violência e rompimento do ciclo

Orientações e encaminhamentos jurídicos: neste serviço, as mulheres são amparadas com orientações sobre processos jurídicos, com suporte sobre quais são seus direitos e de que forma podem ser amparadas pela Justiça, como através da Lei Maria da Penha ou com medidas protetivas, por exemplo.

Para ampliar o suporte e auxiliar mais mulheres, o CRAM trabalha nos atendimentos em conjunto com o Numape (Núcleo Maria da Penha), Patrulha Maria da Penha do 16º Batalhão da Polícia Militar e outras parcerias que integram a rede completa de suporte, incluindo encaminhamento ao sistema de saúde, geração de renda e medidas para processo de divórcio.

ATENDIMENTO DURANTE A PANDEMIA

Durante a pandemia, o serviço do CRAM não paralisou suas atividades e continuo oferecendo suporte às vitimas. Com ações de monitoramento por meio de contato telefônico e também via WhatsApp, o CRAM conseguiu atender e/ou oferecer os serviços de assistência social, apoio jurídico e psicológico para 79% das mulheres que registraram B.O (boletim de ocorrência) pelo 190, além de atender outras 60 mulheres via aplicativo. Quando esses canais de contato não foram possíveis, houve visita domiciliar às mulheres.

Vale destacar que o atendimento presencial aos casos mais graves está mantido pelo CRAM, das 13h às 17h, além de orientações jurídicas e atendimentos sociais. O atendimento psicológico via telefone é outra ferramenta que está ajudando no suporte, com funcionamento das 8h às 17h.

Dúvidas e atendimentos podem ser solicitados pelo telefone (42) 98405-6206. Em caso de emergências, também estão disponíveis os números 190, da Polícia Militar e 193, da Delegacia da Mulher. Em virtude da pandemia, a Delegacia da Mulher está atendendo das 14h às 17h e o Poder Judiciário tem expedido as medidas protetivas em 24 horas.

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