Guarapuava na rota da esperança: campanha de DNA busca respostas para famílias de desaparecidos

Coleta gratuita acontece de 24 a 28 de agosto na cidade; material genético de familiares será cruzado com bancos de DNA para tentar identificar pessoas desaparecidas

23/08/2026 12H50

Imagem ilustrativa

Há famílias que esperam há anos por uma resposta. Na próxima semana, Guarapuava estará entre as cidades paranaenses que participam de uma grande mobilização nacional para tentar transformar essa espera em informação.

De segunda-feira (24) a sexta-feira (28 de agosto), será realizada a quarta Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A ação reúne pontos de atendimento em todo o país e tem como objetivo ampliar as possibilidades de identificação de pessoas desaparecidas. 

No Paraná, Guarapuava é um dos pontos oficiais de coleta.

Em Guarapuava, onde fazer a coleta?

O atendimento será realizado na Polícia Científica do Paraná – UETC Guarapuava.

- Endereço: Rua Engenheiro Antônio Rebouças, 1755 – Guarapuava
- Telefones: (42) 3623-2552 / (42) 3141-0064

A coleta é gratuita, rápida e indolor. O procedimento é feito com um cotonete na parte interna da bochecha — não é necessário retirar sangue.

A orientação é priorizar familiares de primeiro grau da pessoa desaparecida. A ordem preferencial é:

* pai ou mãe biológicos;
* filhos biológicos;
* irmãos biológicos.

Outros familiares também podem ser considerados quando não houver possibilidade de participação dos parentes de primeiro grau. Crianças podem fornecer material genético desde que acompanhadas pelo responsável legal. 

O que levar?

Quem for ao ponto de coleta deve apresentar:

- Documento de identificação;
- Informações do Boletim de Ocorrência do desaparecimento, como número do BO, Estado onde foi registrado e delegacia responsável.

Se possível, é recomendável levar uma cópia do boletim.

E há uma informação importante: não importa onde o desaparecimento aconteceu. A família pode fazer a coleta em qualquer ponto oficial. Basta informar aos profissionais a situação para que os dados sejam registrados adequadamente. 

Como o DNA pode ajudar?

O material coletado dos familiares é utilizado para gerar um perfil genético que poderá ser comparado com perfis de pessoas encontradas vivas ou falecidas sem identificação, armazenados nos bancos estaduais e nacional.

É justamente esse cruzamento que pode permitir uma identificação e, consequentemente, trazer uma resposta para uma família que há meses ou até anos convive com a incerteza.

Caso haja uma correspondência positiva, a identificação oficial é realizada e a família é comunicada pelas autoridades responsáveis pelo caso. 

ATENÇÃO: a campanha tem data, mas a coleta não acaba depois dela

A força-tarefa nacional acontece de 24 a 28 de agosto, mas o Ministério da Justiça esclarece que não existe prazo limite para a coleta de DNA. Familiares podem realizar a doação posteriormente, independentemente de há quanto tempo ocorreu o desaparecimento.

Para isso, entretanto, é necessário que exista um Boletim de Ocorrência registrado. 

A semana de mobilização, portanto, representa uma oportunidade especial para as famílias que ainda não forneceram material genético.

PARANÁ TEM 19 PONTOS

Além de Guarapuava, a mobilização conta com pontos da Polícia Científica em diversas cidades paranaenses, incluindo Curitiba, Apucarana, Campo Mourão, Cascavel, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Ivaiporã, Jacarezinho, Londrina, Maringá, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Ponta Grossa, Telêmaco Borba, Toledo, Umuarama e União da Vitória, conforme a relação apresentada para a campanha.

A relação oficial e eventuais atualizações podem ser consultadas no Ministério da Justiça. 

UMA INFORMAÇÃO QUE PODE FAZER A DIFERENÇA

Se você conhece uma família que tem alguém desaparecido e ainda não realizou a coleta de DNA, compartilhe esta notícia.

Uma publicação compartilhada no grupo da família, no WhatsApp ou nas redes sociais pode fazer com que essa informação chegue justamente a quem está procurando uma resposta.

Em Guarapuava, existe um ponto oficial de coleta. E, para algumas famílias, um simples exame pode representar uma nova possibilidade de finalmente saber o que aconteceu.

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