Guarapuava enfrenta 23º ponto de descarte irregular: SURG faz limpeza e cobra conscientização

Móveis, lixo doméstico, animais mortos e outros resíduos foram encontrados perto do Residencial 2000; município já mapeou cerca de 45 pontos críticos

15/08/2026 13H23

O que deveria ser apenas mais um espaço urbano de Guarapuava voltou a chamar atenção pelo motivo errado. Nessa sexta-feira (14 de agosto de 2026), equipes da Companhia de Serviço de Urbanização de Guarapuava (SURG) concluíram a limpeza de um loteamento próximo ao Residencial 2000, na Rua José Correia Junior, onde o descarte irregular havia transformado o local em um verdadeiro depósito a céu aberto.

Entre os materiais encontrados estavam móveis, colchões, madeira, recicláveis, lixo doméstico, objetos diversos e até animais mortos. A limpeza foi concluída no fim da tarde, devolvendo ao espaço uma aparência que, segundo a própria equipe, precisa ser preservada pela comunidade.

A ação é a 23ª realizada pela SURG em pontos de descarte irregular. E o problema pode ser ainda maior: aproximadamente 45 locais já foram identificados como áreas que precisam receber atendimento no município.

“Objetos, guarda-roupa, o que elas acham que não está sendo utilizado em casa, acabam vindo jogar aqui. E nós temos um lugar correto para isso”, afirmou Anselmo Moreira, chefe do Departamento de Varrição da SURG.

O lixo que não precisava estar ali

A situação encontrada na Rua José Correia Junior chama atenção justamente porque boa parte dos resíduos poderia ter sido destinada aos serviços já disponíveis em Guarapuava.

Madeira e colchões, por exemplo, podem ser encaminhados ao Ecoponto, enquanto papel, plástico, metal e vidro devem seguir para a coleta seletiva. Já o lixo doméstico pode ser colocado para a coleta convencional, realizada regularmente nos bairros.

O Ecoponto fica na Rua Tamoio, nº 787, entre os bairros Vila Carli e Paz e Bem. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 9h às 11h40 e das 13h às 16h.

Animais mortos aumentam preocupação

Um dos aspectos mais preocupantes identificados durante a limpeza foi a presença de animais mortos descartados no local.

Além do impacto ambiental e do mau cheiro, esse tipo de prática pode criar riscos sanitários e comprometer a qualidade do ambiente para moradores e pessoas que circulam pela região.

Para a SURG, o problema não termina quando o caminhão retira os resíduos. É preciso impedir que o mesmo ponto volte a ser utilizado como depósito irregular.

“Se vir, denuncie”

A prefeitura reforça que a população tem papel decisivo na preservação dos locais que passam por limpeza.

Segundo Anselmo Moreira, denúncias de descarte irregular podem ser feitas pelo 156, canal da Ouvidoria do Município.

A orientação é simples: quem presenciar alguém jogando resíduos de maneira irregular deve comunicar a situação. A denúncia ajuda as equipes a identificar os responsáveis e acompanhar os pontos considerados críticos.

“A gente pede para a população se conscientizar para não fazer esse tipo de descarte. Se você vir alguém fazendo, denuncie pelo 156.”

A manutenção dos locais também é considerada estratégica. A avaliação da SURG é que um espaço limpo pode, por si só, desencorajar novos descartes.

“Muitas vezes as pessoas já estão indo jogar e acabam não jogando porque estão vendo o local limpo.”

Onde descartar corretamente?

Ecoponto: madeira, colchões e outros resíduos compatíveis com o serviço.
Coleta seletiva: papel, plástico, metal e vidro.
Coleta convencional: lixo doméstico.

A coleta seletiva funciona em dois roteiros alternados, com frequência quinzenal.

Na primeira semana, são atendidos os bairros Dos Estados, Centro, São Cristóvão, Entre Rios, Santana, Batel, Cascavel, Alto da XV, Morro Alto, Jordão, Mirante, Santa Cruz e Trianon.

Na semana seguinte, a coleta passa por Alto Cascavel, Industrial, Aldeia, Jardim das Américas, Conradinho, Cidade dos Lagos, Primavera, Palmeirinha, Vila Carli, Vila Bela, Boqueirão e Bonsucesso, além dos distritos de Entre Rios e Guará.

A limpeza realizada no Residencial 2000 deixa um recado que vai além da retirada de toneladas de resíduos: o poder público pode limpar, mas a manutenção depende também da atitude de quem vive na cidade.

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