Gato Preto: Conheça a loja que possui um cuidadoso e melhor acervo de discos e livros de Guarapuava
De portas abertas desde 2016 a Gato Preto é um ponto cultural onde são realizados lançamentos de livros, feiras de garagem, discotecagens, clubes de leitura, pocket shows. E quando puder, corra conhecer esse “acervo feito à unha pra você!”
(Fotos: Gmais e Arquivo Pessoal)
O dia 24 de setembro marca o aniversário de 5 anos da Gato Preto – discos e livros. Aberta em 2016 e idealizada pelos irmãos Mackey Pacheco e Enilda Pacheco, a “loja” é mais do que um estabelecimento comercial: é um ponto cultural, pois lá são realizados lançamentos de livros, feiras de garagem, discotecagens, clubes de leitura, pocket shows. Com a pandemia, as atividades culturais ficaram suspensas, mas em breve há a pretensão de serem retomadas.
Mackey, músico, ex-integrante da banda Kingargoolas, é o curador do acervo de discos; Enilda, professora, editora e escritora é a curadora do acervo de livros que, como confirma o slogan da marca, é “um acervo feito à unha pra você”.
Breve histórico
De acordo com Enilda, a curadora de livros, “A ideia surgiu de um desejo bem antigo de podermos trabalhar com algo que amamos e que acreditamos ser um motor indispensável na sociedade: a cultura. Idealizamos durante mais ou menos 3 anos antes de colocar em prática e finalmente abrirmos o espaço. Nesse tempo, pesquisamos muito, estudamos possibilidades, fomos comprando acervo e, enfim, preparando o espaço. Mackey partiu da coleção pessoal dele e do hábito de colecionar discos para elaborar a ideia de um comércio de discos usados e novos. Eu já preferi investir nos livros novos, já que, quando abrimos, não havia nenhum espaço na cidade que tivesse esse foco.”
E foi assim que nasceu e agora aniversaria seus 5 anos a Gato Preto- discos e livros, com o intuito de oferecer à cidade mais do que um espaço comercial, mas também um espaço cultural, de realização de eventos, de circulação de pessoas e de informações (que será retomado assim que a pandemia oferecer menos perigo, garantem os curadores).
O ACERVO
DISCOS

De acordo com Mackey, é fato que o público consumidor de vinil vem aumentando e essa mídia tem sido resgatada por gerações mais antigas e descoberta pelas mais novas. Os que se interessam pelo vinil formam um público bem variado, com gostos também diferenciados, mas que passa a curtir a música nesse formato, que requer, sim, um certo ritual, um mergulho nessa experiência.” Diz Mackey que “mesmo com todo o acesso virtual que atualmente se tem à música, ouvir um som em vinil é uma forma diferente de experimentar a música.”
Para proporcionar essa experiência, a Gato Preto procura manter um acervo de aproximadamente 3 mil títulos de vinil, que conta com discos usados (devidamente higienizados, testados, classificados), discos raros – inclusive os chamados “first press”, que são os da primeira prensagem original e ainda com discos novos, nacionais e importados. No rol de possibilidades, o público vai encontrar rock, mpb, jazz, blues, metal, punk rock, rap, rock alternativo, hardcore, progressivo, soul, funk, trap, alternativo, psicodélico, trilhas sonoras, entre tantos outros.
Para manter a qualidade dos produtos, Mackey atenta para uma série de cuidados e critérios para se certificar do estado do vinil. Segundo ele: “existe um padrão internacional de classificação de discos e, para isso, o processo inicia com a higiene no disco de vinil com uma solução específica e uma espuma ultramacia para, em seguida, a secagem natural”. Depois, as capas também são limpas com produto específico, plásticos internos e externos são trocados (se necessário) e, por fim, é feito um processo de reparo às artes estampadas.
LIVROS

Quanto ao acervo de livros, o foco é voltado fundamentalmente às artes (especialmente literatura) e humanidades, deixando as obras técnicas em segundo plano, exceto aquelas que dizem respeito às linguagens e à educação. O acervo gira em torno de 6 mil títulos distribuídos entre literatura brasileira e estrangeira (portuguesa, russa, italiana, francesa, germânica, japonesa, chinesa, coreana, hindu, oriente médio, hispano e anglo-americanas). Além da literatura mundial, o acervo conta com quadrinhos, artes plásticas, música, história, política, filosofia, sociologia, psicologia, psicanálise, biografias, ficção e não ficção indígena, africana, literatura de cordel, além de uma grande variedade temática, como terror, horror, suspense, policial, distópicos, humor, feminismo, ficção científica, weird, LGBTQIA+ (que ganhou uma seção especial só para esses títulos). Além disso, a curadora está se preparando para ampliar o acervo no que diz respeito a outros temas, como esoterismo/ocultismo, espiritualidade, erotismo, vegnismo, entre outros.
O acervo de literatura infantil é um dos queridinhos (mentira!, todos são) pois conta com um trabalho de pesquisa cuidadoso que vai desde os autores consagrados que originalmente não escreveram para o público infantil até aqueles que se dedicam especialmente à escrita para crianças e adolescentes. O interesse da curadora, segundo ela, é oferecer ao jovem leitor (desde o pré-leitor até o leitor fluente) obras de qualidade literária e também visual, o que requer um trabalho constante, pois o mercado editorial voltado ao publico infantojuvenil é imenso e constante, mas nem sempre de qualidade.
Também há uma predileção especial por publicações de autores e de editoras independentes que têm publicado obras de muita qualidade, pois a intenção não é mostrar mais do mesmo, mas desafiar os leitores a descobrirem coisas diferentes e, nesse universo, encontrarem algo de que realmente gostam. E, asseguram os curadores, dentro do nicho a que se propõe, na Gato Preto tem para todos os gostos!
UM POINT CULTURAL
De acordo com os curadores, desde o começo dos trabalhos na Gato Preto houve a preocupação de não se limitar à função comercial, razão pela qual estão ansiosos em poder resgatar as atividades com o público, como lançamentos, feiras, discotecagem, clube de leitura (o Leia Mulheres que vinha acontecendo nos dois últimos anos e foi suspenso devido à pandemia). Está no radar da Gato Preto a realização de oficinas de escrita criativa, rodas de leitura, conversas com escritores, lançamentos entre outras atividades.
AÇÕES SOCIAIS
Os curadores da Gato Preto afirmam que desde o começo dos trabalhos houve uma preocupação com o aspecto cultural e também com questões sociais que envolvem principalmente o livro e a leitura. Ou seja, a intenção nunca foi tratar o livro como um objeto de consumo, mas como um objeto cultural.
Para isso, já foram realizadas ações de mobilização para a criação de pequenas bibliotecas em instituições públicas da cidade. Em 2019 foi realizada campanha de arrecadação de livros para o CAPS. Este ano, foi lançada campanha de arrecadação de material de leitura (e de artes manuais) destinados a mulheres vítimas de violência. Em função da pandemia, a arrecadação foi tímida, mas a campanha ainda está vigente.
Foi iniciativa da Gato Preto oferecer ao Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) uma parceria para a montagem de uma biblioteca/sala de leitura e de entretenimento para as mulheres (e seus filhos) que são atendidos pelo Centro. Para isso, além de material de leitura, como livros, revistas, gibis, almanaques, pedimos também material de arte (como lápis de cor, canetinhas, pincéis, tintas, papéis). De acordo com a mentora da campanha, Enilda: “sempre que trabalhamos com campanhas dessa natureza solicitamos que sejam doados materiais usados, que as pessoas não querem mais, primeiro porque muitas vezes isso vai para o lixo e, segundo, para que as pessoas que os recebem saibam que aqueles livros, aqueles lápis, aqueles papéis, já foram de outras pessoas, já participaram de outras histórias, e isso é muito legal.” Os materiais impressos recebidos são catalogados e carimbados com o nome do doador e a data. Essa campanha ainda vai durar um tempo, talvez até o início do ano que vem, porque com a pandemia, recebemos poucas doações.
Para o futuro, a Gato Preto pretende retomar as atividades culturais, dar seguimento às ações culturais e poder receber os clientes e amigos em feiras, discotecagens, clube de leitura e oficinas que estão sendo pensadas para quando for possível realizá-las.
Além das redes sociais (facebook e instagram) os curadores contam com grupos de whatszapp nos quais divulgam as novidades de acervo, rola uns sorteios, promoções e, sugestões. Se você quiser participar, mande uma mensagem nos directs do Facebook, do Instagram ou então uma mensagenzinha para 41 999698651 (Enilda - grupo de livros) e 42 99174420 (Mackey - grupo de discos).
E quando puder, corra conhecer esse “acervo feito à unha pra você!”
SERVIÇO:
Gato Preto _ discos e livros
Rua Azevedo Portugal, 1362
Fone – 3035 5720
Grupo Zap Livros (41) 999698651
Grupo Zap Discos (42) 999174420
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