“Eu não fui agredida”: esposa se manifesta após vídeo criminoso circular em Guarapuava. CONFIRA A NOTA PÚBLICA!

Conteúdo envolvendo o servidor público Thiago Vinicius Poli Antonio e sua esposa, Marcela Komechen Brecailo, ganhou as redes sociais; mulher afirma que não foi agredida pelo marido e anuncia medidas legais contra a divulgação de informações e imagens

02/10/2026 16H17

Um vídeo que começou a circular nas redes sociais na noite desta quinta-feira (1º de outubro de 2026) colocou no centro de uma intensa discussão pública um episódio envolvendo o servidor público Thiago Vinicius Poli Antonio e sua esposa, Marcela Komechen Brecailo.

O conteúdo, segundo a versão apresentada pela família, teria associado o episódio a uma suposta situação de violência doméstica. A divulgação provocou repercussão nas redes sociais e levou o caso para além da esfera privada, em meio a um cenário de forte movimentação política em Guarapuava.

Nesta sexta-feira (2), Marcela decidiu romper o silêncio e publicou uma nota pública na qual apresenta sua versão dos acontecimentos. Ela afirma categoricamente que não foi agredida pelo marido e contesta a maneira como informações relacionadas ao episódio vêm sendo apresentadas publicamente.

A manifestação também questiona a divulgação de imagens, vídeos e informações relacionadas ao caso, especialmente diante da alegação de que parte do procedimento tramita de forma reservada.

Caso também ganha contornos políticos

Marcela afirma que considera especialmente doloroso ver uma situação de natureza íntima ganhar exposição pública às vésperas de uma eleição.

A manifestação menciona ainda sua preocupação com a utilização de sua história pessoal, de sua saúde e de sua família como instrumento de disputa política.

Medidas legais são anunciadas

Na nota pública, Marcela informa que pretende adotar medidas legais cabíveis em relação à divulgação do vídeo e à exposição indevida de informações relacionadas ao caso.

A família também sustenta que providências judiciais estão sendo tomadas para apurar a circulação do material e eventuais responsabilidades de pessoas que tenham participado da divulgação ou retransmissão.

Uma família no centro da exposição

Um dos trechos mais contundentes da manifestação de Marcela diz respeito aos impactos pessoais provocados pela exposição.

Ela afirma que é casada há anos com Thiago, que os dois construíram uma família e têm dois filhos.

Também relata que não deseja tornar pública sua condição de saúde nem expor detalhes de sua vida particular para responder ao conteúdo que passou a circular.

O pedido é direto: que sua palavra seja respeitada e que a apuração seja conduzida pelas autoridades competentes, dentro da lei.

Independentemente da disputa política que eventualmente envolva o episódio, há uma questão que não pode ser ignorada: por trás de vídeos, postagens, comentários e compartilhamentos existem pessoas reais, famílias e consequências que podem ultrapassar o ambiente virtual.

O que diz Marcela

Abaixo, o Gmais Notícias reproduz integralmente a nota pública divulgada por Marcela Komechen Brecailo, preservando seu conteúdo:

“NOTA PÚBLICA

Diante da circulação de um vídeo e de informações que têm associado meu marido a uma suposta situação de violência doméstica, decidi me manifestar.

Faço isso não porque desejasse expor minha vida pessoal — muito pelo contrário. Faço porque uma situação extremamente íntima, dolorosa e que jamais escolhi tornar pública passou a ser compartilhada e comentada por outras pessoas.

Na ocasião dos fatos, eu atravessava um momento delicado relacionado à minha saúde, condição para a qual já possuía acompanhamento e documentação médica muito anteriores ao episódio.

Quero deixar absolutamente claro: eu não fui agredida pelo meu marido.

Tenho plena consciência da gravidade da violência contra a mulher e jamais trataria esse assunto de forma leviana. Sei que existem mulheres que, por medo, dependência, ameaça, vergonha ou diferentes formas de pressão, acabam silenciando ou até negando publicamente situações de violência que realmente viveram. Respeito profundamente essas mulheres e sei o quanto é importante que sejam protegidas e ouvidas. Mas esse não é o meu caso. Estou falando por mim, de forma consciente e por minha própria vontade: eu não fui agredida pelo meu marido. E é justamente por entender a seriedade desse tema que considero ainda mais grave ver uma situação que não corresponde ao que vivi sendo apresentada publicamente dessa forma. Inclusive, adotarei as medidas legais cabíveis em relação à divulgação do vídeo e à exposição indevida de informações relacionadas ao meu caso.

Somos casados há anos, construímos uma família e temos dois filhos. Como qualquer família, atravessamos momentos difíceis, mas o episódio que agora está sendo apresentado publicamente como violência doméstica não corresponde ao que aconteceu comigo e tampouco ao que relatei às autoridades.

A presença da Polícia Militar em nossa residência ocorreu após um chamado feito por terceiros. Posteriormente, fui encaminhada à delegacia e prestei meu depoimento, esclarecendo o que efetivamente havia ocorrido.

Também esclareci que as marcas registradas nas fotografias já existiam antes daquela ocorrência, eram referentes a crises passadas e, não tinham qualquer relação com meu marido ou com qualquer episódio de violência doméstica.

A partir da ocorrência, os fatos passaram a ser apurados pelas autoridades competentes. Não existe, até este momento, decisão judicial que reconheça a ocorrência da violência doméstica que vem sendo publicamente atribuída ao meu marido.

O que torna tudo ainda mais doloroso é ver, justamente neste momento de intensa exposição política e às vésperas de uma eleição, partes de uma história tão íntima serem retiradas de seu contexto e levadas ao conhecimento público.

Não cabe a mim afirmar quem está por trás dessa divulgação ou qual é a sua motivação. Isso, se necessário, deverá ser devidamente apurado. Mas tenho o direito de dizer o que essa exposição está provocando em mim e na minha família.

Ver minha vida pessoal dessa forma exposta tem me obrigado a reviver uma dor que eu já estava tentando superar. Tem provocado constrangimento, sofrimento e até receio de sair de casa, porque hoje pessoas que nunca fizeram parte da minha intimidade passaram a conhecer uma situação que dizia respeito somente a mim, à minha família e às autoridades responsáveis pelo caso.

Meus filhos também fazem parte dessa família. Por isso, peço que se tenha responsabilidade antes de transformar acontecimentos tão sensíveis da vida de uma pessoa em conteúdo para circulação pública.

Especialmente grave é a divulgação de imagens, vídeos ou informações relacionados a um procedimento que tramita de forma reservada. A origem e as circunstâncias do acesso e da divulgação desse material devem ser esclarecidas pelas vias competentes.

Eu não quero transformar minha saúde em assunto público. Não quero ter que explicar diagnósticos, tratamentos ou momentos de fragilidade para uma cidade inteira simplesmente para conseguir defender a verdade sobre algo que aconteceu dentro da minha própria casa.

E também não admito que minha história pessoal, minha saúde, meu casamento e minha família sejam transformados em instrumento de disputa política.

Independentemente de quem esteja envolvido politicamente, existem limites que deveriam ser preservados. Existem pessoas por trás de cargos, campanhas, grupos e disputas. Existem famílias. Existem filhos. E existem dores que não deveriam ser exploradas.

Não concederei entrevistas e não pretendo expor outros detalhes da minha saúde ou da minha vida pessoal.

Esta é a manifestação que faço porque considero necessário preservar a verdade dos fatos, minha dignidade, meu marido e, principalmente, nossa família.

Peço apenas que minha palavra seja respeitada e que qualquer apuração sobre o episódio seja feita pelas autoridades competentes, com responsabilidade e dentro da lei.

Marcela Komechen Brecailo”


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