Educação Especial ganha novo impulso em Guarapuava

Seminário reúne profissionais da rede municipal para discutir autismo, neurodivergência e estratégias capazes de transformar a rotina de escolas e CMEIs

22/08/2026 08H10

Foto: Secom

Guarapuava colocou a inclusão no centro do debate nessa sexta-feira (21 de agosto de 2026). O 2º Seminário da Educação Especial reuniu professores, equipes pedagógicas, estagiários e outros profissionais da rede municipal em um dia dedicado à formação, à troca de experiências e ao aprimoramento das práticas voltadas a estudantes autistas e neurodivergentes.

Promovido pela Secretaria Municipal de Educação, por meio do Departamento Pedagógico e do setor de Educação Especial, o encontro contou com três palestrantes e abordou temas relacionados ao autismo e à neurodivergência no ambiente escolar.

A proposta vai além da teoria: a formação busca oferecer ferramentas para que os profissionais possam enfrentar, no cotidiano das escolas e dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), os diferentes desafios relacionados à inclusão.

Cerca de 600 alunos autistas

Um dos números que ajudam a dimensionar a importância da iniciativa chama atenção: a rede municipal de Guarapuava atende atualmente aproximadamente 600 alunos autistas.

A coordenadora geral da Educação Especial, Frediana Vezzaro de Medeiros, ressaltou que o seminário integra as ações de formação continuada e envolve não apenas professores, mas também estagiários e demais profissionais que atuam diretamente com os estudantes.

A secretária municipal de Educação, Rosana Schwartz, destacou o caráter de formação e acolhimento do encontro, especialmente para os profissionais que trabalham nas salas multifuncionais.

Experiência de quem está na sala de aula

Além das palestras, o seminário abriu espaço para uma questão fundamental: ouvir quem vive os desafios da inclusão todos os dias.

Segundo a coordenadora geral da Educação Especial, Jussara Abdala, a programação foi construída considerando necessidades apresentadas pelos próprios profissionais que atuam nas escolas e CMEIs.

A troca de vivências permitiu compartilhar experiências e discutir situações enfrentadas na rotina escolar, aproximando o conteúdo da realidade encontrada pelos educadores.

Inclusão na prática

A iniciativa reforça uma discussão cada vez mais presente nas escolas: incluir não significa apenas garantir acesso à sala de aula, mas criar condições para que cada estudante possa aprender, participar e se desenvolver.

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