Doações de sangue crescem no Paraná, mas chegada do frio preocupa; veja como doar

Nesta sexta (14) é celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue

14/06/2024 07H35

As doações de sangue estão em alta no Paraná. Depois de começar o mês de junho com os estoques em situação crítica, o Hemepar (Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná) viu os doadores responderem à campanha do Junho Vermelho, o que permitiu a regularização dos estoques de sangue em todo o estado. Agora, a chegada do frio é um fator que preocupa, com a proximidade do inverno.

A resposta dos doadores, aponta o Hemepar, trata-se de uma demonstração de que a frase “Paraná Terra de Sangue Bom” não é só o lema da campanha por doação de sangue deste ano. Nesta sexta-feira (14 de junho), inclusive, celebra-se o Dia Mundial do Doador de Sangue, ocasião para se agradecer aos doadores e também conscientizar sobre a necessidade de se aumentar a disponibilidade de sangue seguro para salvar vidas.

De acordo com Vivian Patricia Raksa, diretora do Hemepar, no começo do mês os estoques de sangue estavam em situação “muito crítica”. Numa feliz coincidência, entretanto, estava tendo início a campanha do Junho Vermelho. “E nesta semana a gente teve um resultado muito legal. A gente já percebeu um aumento da procura da população pra doação e a gente já conseguiu ajustar nossos estoques“, aponta.

Em relação aos anos anteriores, a procura dos doadores e o volume de doações está muito próximo da média histórica. Mas há uma situação que preocupa.

“A gente percebe que tem uma oscilação muito grande durante o ano, tem momentos que se tem um volume maior de doação e outros momentos em que a gente está com a doação em baixa e fica com os estoques críticos. [A chegada do frio] Acaba tendo um impacto, principalmente nos dias em que tem uma mudança climática significativa. Nos dias que acabam sendo mais chuvosos ou que está muito frio, por conta dos hábitos mesmo da população, acaba tendo uma procura menor“, explica ela.

COMO AGENDAR

Ainda de acordo com Vivian Raksa, dois tipos de sangue são sempre os mais demandados: O Positivo e O Negativo. Por isso, é fundamental que quem tem esse tipo de sangue procure o mais breve possível uma unidade do Hemepar para fazer a doação. “O Positivo e O Negativo acaba sempre estando muito perto dos limites, mas é por conta da característica e da necessidade deles para utilização no dia a dia”, aponta a diretora do Hemepar.

Doadores com qualquer tipo de sangue, no entanto, são sempre bem-vindos e ajudam a salvar vidas. E para evitar filas e otimizar o estoque, o recomendado é que os doadores agendem a doação antecipadamente. O agendamento pode ser feito online, AQUI, ou então presencialmente, em uma das unidades da Rede.

Em Guarapuava, o Hemocentro Regional fica na  R. Afonso Botelho, 134 - Trianon, telefone: (42) 3621-3678, e o horário de atendimento, de segunda a sábado, vai das 08h às 17h.

Apesar da relevância das doações, apenas 14 brasileiros em cada mil doam sangue no país, totalizando cerca de 3 milhões de doações por ano em todo o país. E cada doação é vital para pessoas como Ilza da Silva Evangelista, uma empregada doméstica de 60 anos que foi diagnosticada com câncer de mama e precisou passar por uma mastectomia. Depois do procedimento, optou por uma reconstrução com prótese, mas enfrentou complicações devido ao encapsulamento do implante, o que resultou em dor e em uma nova cirurgia.

“O novo procedimento foi feito com uma técnica chamada DIEP, que consiste em uma reconstrução utilizando apenas o próprio tecido da paciente, sem implante de prótese. Como a cirurgia durou quase sete horas e foi utilizado anticoagulante, um medicamento que aumenta o sangramento, foi necessário realizarmos a transfusão de sangue”, explica Alfredo Duarte, cirurgião plástico do Hospital São Marcelino Champagnat, responsável pela cirurgia da paciente.

A disponibilidade de sangue compatível foi crucial para o sucesso do procedimento cirúrgico de Ilza. “Sempre achei a doação de sangue importante, porque nunca sabemos quando vamos precisar. Sou muito grata por essa atitude tão bonita. Hoje, minha filha e meu genro sempre doam e encorajam as pessoas que conhecem a fazer o mesmo. Graças a uma doação, pude me recuperar da melhor forma possível, então fazemos questão de reforçar o apoio a uma causa tão nobre”, afirma.

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