Chuvas e alagamentos exigem cuidados para evitar a leptospirose; veja como prevenir
Doença causa febre alta, vômitos e diarreia, entre outros sintomas, e pode matar, com letalidade de 40% entre os casos mais graves
Imagem ilustrativa
Os períodos de chuvas, com alagamentos registrados em várias áreas urbanas do Paraná, exigem atenção redobrada para a prevenção da leptospirose, alerta a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). A doença é causada pelo contato direto ou indireto com a bactéria Leptospira, presente na urina de animais, sobretudo de ratos.
A bactéria pode penetrar nos seres humanos a partir de lesões na pele em contato com a água contaminada ou por meio de mucosas dos olhos, nariz e boca, além da imersão do corpo por muito tempo em áreas alagadas que estejam sujeitas ao aparecimento da Leptospira.
A leptospirose causa febre alta, vômitos e diarreia entre outros sintomas e, conforme dados do Ministério da Saúde (MS), pode até matar, com letalidade de 40% entre os casos mais graves. A Sesa reforça a importância de evitar o contato com água, não deixar crianças expostas e cuidar do entorno.
CASOS
Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apontam que no Paraná, entre janeiro e agosto de 2026, foram notificados 1.051 casos da doença, com 210 confirmações.
As inundações propiciam a disseminação e a persistência da bactéria no ambiente e facilitam a ocorrência de surtos. Até mesmo a lama que gruda em móveis, carros e dentro das casas pode estar contaminada e ser prejudicial à saúde no momento da limpeza dos locais alagados.
A principal recomendação é evitar o contato direto com a água das enchentes ou alagamentos. Quando não for possível é importante utilizar equipamentos de proteção, que podem ser desde botas e luvas impermeáveis até sacos plásticos colocados nas mãos e pés.
SINTOMAS
Os sintomas da leptospirose costumam surgir entre cinco a 14 dias após a exposição, podendo chegar a até 30 dias. A contaminação causa febre alta, dor de cabeça e dor muscular (principalmente na panturrilha), dor nas articulações, náuseas, vômitos, icterícia (cor amarelada da pele, mucosas e olhos) e diarreia.
A Sesa recomenda que, com o aparecimento de um ou mais destes sintomas após contato com alagamentos, é preciso buscar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) com urgência para diagnóstico e tratamento, que é feito através da administração de antibióticos e, em casos graves, pode ser necessária a internação para o uso de medicamentos intravenosos.
Confira algumas ações para prevenir a doença:
- Evite o contato com água ou lama de enchentes e alagamentos
- Mantenha o lixo doméstico acondicionado em sacos fechados e coloque-os para coleta apenas nos horários adequados
- Mantenha quintais, terrenos e áreas ao redor da residência limpos, sem acúmulo de entulhos ou objetos que possam servir de abrigo para roedores
- Armazene alimentos em recipientes fechados
- Consuma apenas água tratada e mantenha caixas-d'água limpas e devidamente tampadas
- Após contato com água de enchente, lave o corpo com água e sabão o mais rápido possível
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