Chuva de meteoros promete espetáculo no céu desta sexta (31)

A Lua cheia pode reduzir a visibilidade dos meteoros mais fracos, mas o fenômeno ainda poderá ser observado a olho nu

29/07/2026 11H23

Uma chuva de meteoros terá seu pico na madrugada desta sexta-feira, 31 de julho. Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em condições favoráveis, será possível observar até 25 meteoros por hora rasgando o firmamento.

A Lua cheia pode reduzir a visibilidade dos meteoros mais fracos, mas o fenômeno ainda poderá ser observado a olho nu, sem necessidade de telescópios ou binóculos.

O melhor horário para acompanhar a chuva será de madrugada, entre 1h30 e 2 horas. Para ter melhor visibilidade, o ideal é procurar um local escuro, longe da iluminação das cidades, e observar uma ampla faixa do céu.

Quem quiser fotografar o fenômeno deve apontar a câmera para uma região distante do brilho da Lua e utilizar exposições prolongadas, de cerca de 10 segundos, com ISO elevado.

Delta Aquáridas do Sul será o principal espetáculo

As chuvas de meteoros, popularmente conhecidas como “estrelas cadentes”, ocorrem todos os anos. Elas são visíveis quando a Terra cruza regiões do espaço repletas de fragmentos deixados por cometas e, em alguns casos, por asteroides.

No Hemisfério Sul, a principal chuva deste período é a Delta Aquáridas do Sul. Também será possível observar meteoros das chuvas Alfa Capricornídeos, conhecida por produzir meteoros mais lentos e, às vezes, com coloração perceptível, e Perseidas, cuja atividade já começa nesta época do ano. Outras chuvas ficam restritas ao Hemisfério Norte.

Meteoros podem atingir até 260 mil km/h

Os meteoros entram na atmosfera terrestre em velocidades que variam entre 40 mil km/h e 260 mil km/h (11 a 72 quilômetros por segundo), dependendo da trajetória em relação à Terra.

É por causa dessa velocidade extrema que as partículas minúsculas – muitas vezes do tamanho de um grão de areia – se aqueçam intensamente ao atravessar a atmosfera. Com isso, elas produzem um rastro luminoso visto da superfície.

Na maioria dos casos, esse brilho dura apenas uma fração de segundo até cerca de um segundo. Os meteoros excepcionalmente brilhantes, chamados de bólidos, são aqueles que entram na atmosfera em um ângulo mais raso e podem permanecer visíveis por vários segundos.

Quando o brilho de um meteoro supera o do planeta Vênus, ele passa a ser classificado como um bólido.

Lua cheia dificultará a observação da chuva de meteoros

Embora a Lua cheia torne o céu mais claro e reduza o contraste, há boas chances de observar os meteoros mais brilhantes. Como a atividade dessas chuvas varia naturalmente, o pico pode se estender entre as madrugadas de quinta, 30 de julho, para sexta, 31 de julho, e de sexta, 31 de julho, para sábado, 1º de agosto.

A próxima grande oportunidade para observar uma chuva de meteoros será em 12 de agosto, quando ocorre o pico das Perseidas.

No Brasil, o fenômeno poderá ser visto principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Na mesma data, também está previsto um eclipse solar total, visível em partes da Europa.


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