CastraPet Paraná atinge marca de 150 mil animais esterilizados em 392 municípios
Prevenção alcança mais de meio milhão de animais

O Programa Permanente de Esterilização de Cães e Gatos (CastraPet Paraná), coordenado pelo Instituto Água e Terra (IAT), atingiu uma marca emblemática nesta segunda-feira (22 de junho de 2026): 150 mil animais castrados, de 392 municípios do Estado (98% do território), desde o primeiro ciclo da iniciativa, implementada em 2020.
A proposta voltada para a Saúde Única, e com impacto direto tanto para a saúde de animais quanto da população, está atualmente na quinta etapa, com investimento total de R$ 45,2 milhões por parte do Governo do Estado. O IAT é uma autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
“O CastraPet reforça o caráter municipalista da gestão, que se preocupa com a vida das pessoas, com os problemas das cidades em que residem. Essa é uma iniciativa relevante para o bem-estar animal, para o meio ambiente e para a saúde pública. Um apoio direto às organizações não governamentais, às pessoas de menor renda e aos municípios”, disse o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.
“Chegar a 150 mil castrações significa muito para o programa. A marca não é apenas um número, mas uma representação de milhares de famílias atendidas, uma contribuição efetiva para a saúde pública e o bem-estar de animais em todo o Paraná”, acrescenta a médica veterinária e coordenadora técnica do projeto, Girlene Jacob.
Segundo ela, os milhares de animais esterilizados representam a prevenção de mais de meio milhão de nascimentos apenas na primeira geração reprodutiva, impactando diretamente na redução dos casos de abandono, maus-tratos e acidentes, além de diminuir a transmissão de zoonoses e a pressão sobre os serviços públicos de proteção animal.
“O total representa a prevenção de aproximadamente 585 mil pets. O cálculo considera que do total de animais esterilizados, 90 mil são fêmeas, sendo 45 mil gatas e 45 mil cadelas. Desse conjunto, as gatas têm em média oito filhotes por ano, totalizando 360 mil animais, enquanto as cadelas têm em média 5 filhotes por ano, um total de 225 mil animais”, explica a veterinária.
Os procedimentos executados pelo CastraPet estão alinhados com critérios do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMV-PR). As atividades são feitas mediante a solicitação das prefeituras, que também determinam os critérios dos atendimentos, variando conforme a realidade de cada município.
No momento da inscrição, os tutores são orientados com informações do pré e pós-operatório para que as cirurgias aconteçam de forma segura. Após a castração, as famílias recebem gratuitamente a medicação pós-operatória e aplicação de microchip eletrônico de identificação animal, além de todas as orientações para cuidados pós procedimento.
“Os programas de castração são muito importantes quando feitos com avaliação e estudo, principalmente para cidades onde a população não possui acesso a atendimento veterinário. Nosso órgão permanece vigilante para garantir que os procedimentos sejam feitos sempre de forma adequada para garantir o bem-estar animal, com as castrações sendo feitas por profissionais qualificados e com todos os cuidados pré e pós operatórios apropriados”, afirma o presidente do CRMV-PR, Adolfo Sasaki.
EXEMPLOS
Impacto das medidas que é sentido pelos municípios que receberam as atividades recentemente. Esse é o caso de Fênix, cidade de aproximadamente 4,5 mil habitantes no Centro-Oeste do Paraná. Protetora de animais do município, Marisa Amaral Algayer Calixto diz que o CastraPet contribuiu para uma redução visível no número de animais abandonados nas ruas.
“Somos um município pequeno, mas com grande quantidade de animais abandonados. Pudemos ver a diferença após recebermos o CastraPet. Graças a essa ação, onde mais de 500 castrações foram feitas, percebemos uma redução grande nos animais nas ruas. Então somos muito gratos a esse programa, e esperamos que outros estados adotem iniciativas parecidas para a valorização dos animais”, diz a cuidadora.
Em Araruna, com população estimada de quase 15 mil pessoas, no Centro-Oeste, o CastraPet também fez a diferença. “Fomos contemplados com 283 castrações durante o quinto ciclo do CastraPet, onde atendemos animais da população e de rua. Para muitos municípios, fazer um volume elevado de castrações como esse é muito difícil, e foi através desse programa que conseguimos realizar os procedimentos, que ajudaram inclusive para conter a proliferação de zoonoses que já observamos aqui no município, como a esporotricose”, afirma o diretor do departamento de Agropecuária e Meio Ambiente do município, Anderson Marchesi.
De acordo com ele, as contribuições da iniciativa vão além das castrações. “Em conjunto com os procedimentos, tivemos como contrapartida do programa a distribuição de cartilhas em escolas e a instalação de placas informativas em pontos estratégicos para conscientizar a população. Também tivemos vacinação antirrábica, uma outra prática que ajuda a garantir a longevidade dos animais”, complementa o diretor.
CASTRAPET
Lançado em 2019, o CastraPet está no 5º ciclo, iniciado em novembro do ano passado. A proposta contempla pets da população de baixa renda, de pessoas vinculadas a organizações da sociedade civil e protetores independentes. O investimento do Governo do Estado nesta etapa é de R$ 19,8 milhões, um incremento de 106% em relação ao 4º período (R$ 9,6 milhões), concluído em maio do ano passado.
Além da esterilização, o programa propõe práticas de educação sobre a tutela responsável de cães e gatos, contribuindo para a conscientização ambiental, especialmente entre crianças e adolescentes — um dos requisitos para o município participar do projeto. Um método usado para esse propósito é a instalação de placas educativas em pontos de alta circulação dos municípios. Outra área de atuação é a intensificação da vacinação antirrábica nos animais, visando a promoção da saúde pública.
Para isso, o Governo do Estado fiscaliza as atividades organizadas por todas as cidades parceiras do projeto. O programa ainda oferece palestras sobre zoonoses, vacinação e desvermifugação de animais. A colaboração se estende a uma rede que une várias ONGs e diversos protetores independentes, todos compartilhando o objetivo de ampliar a conscientização da sociedade em relação aos animais.
COMO PARTICIPAR
Para agendar um horário para a castração dos bichinhos, o cidadão deve ir diretamente em um dos pontos determinados pela prefeitura da sua cidade, parceiras do Estado nesta iniciativa. No momento da inscrição os tutores já receberão todas as orientações sobre o pré e pós-operatório, além de medicamentos para os cuidados após a cirurgia dos pets e aplicação de um microchip eletrônico para identificação do animal.
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