Banco Central vai devolver R$ 6 bilhões; saiba se você pode receber

No caso de pessoas já falecidas, apenas o herdeiro, o inventariante, o testamentário ou o representante legal pode consultar a existência de dinheiro

21/07/2026 14H10

O Banco Central (BC) informou que vai devolver R$ 6,2 bilhões em valores esquecidos por clientes em instituições financeiras brasileiras. O levantamento considera os recursos disponíveis para resgate até abril, mas os dados foram divulgados apenas na última semana.

Do total, R$ 4,4 bilhões pertencem a mais de 24 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,8 bilhão correspondem a valores de empresas, registradas como CNPJs.

Como consultar o dinheiro esquecido

Conforme a Banda B, parceira do Portal aRede, para verificar se possui valores a receber, o cidadão deve acessar o sistema disponibilizado pelo Banco Central, informar dados pessoais, como CPF e data de nascimento, e realizar a consulta.

Também é possível consultar valores deixados por pessoas que já faleceram. Nesse caso, familiares autorizados podem verificar a existência dos recursos e solicitar o resgate.

Devolução pode ser feita por Pix

Caso haja dinheiro disponível, o valor pode ser devolvido por meio de Pix, desde que o beneficiário tenha o CPF cadastrado como chave na instituição financeira.

Quem não possui uma chave Pix com CPF deve procurar o banco onde o recurso está disponível para verificar os procedimentos necessários para a devolução. Especialistas recomendam a criação da chave Pix com o CPF para facilitar o processo.

No caso de pessoas falecidas, apenas herdeiros, inventariantes, testamentários ou representantes legais podem solicitar o saque. Para isso, é necessário apresentar as informações exigidas e preencher um termo de responsabilidade.

Valor já chegou a R$ 10,6 bilhões

O volume de dinheiro esquecido já foi maior. Em março, o montante alcançou R$ 10,6 bilhões. Parte dos valores que não foi resgatada ou contestada acabou sendo transferida pelo governo para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), utilizado para custear ações do programa Desenrola 2.0, voltado à redução do endividamento das famílias brasileiras.

A transferência, porém, passou a ser questionada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que investiga se a medida representou uma utilização irregular de recursos fora do Orçamento da União.


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