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Até onde vai a autonomia do Professor?

por: Fran Rocha

quinta-feira, 1 de novembro de 2018 - 14:48:00

Essa semana tive contato com uma reportagem sobre uma professora que foi afastada de seu cargo devido ao fato de ela estar ministrando uma aula sobre educação sexual no ensino fundamental.

Não pude deixar de opinar e refletir sobre esse caso. Educação sexual não é ensinar a fazer sexo, muito pelo contrário, é falar sobre a importância de cada um conhecer seu próprio corpo e o que pode e o que não pode com relação ao outro, é sobre respeito e prevenção. Serve como um alerta, até mesmo para as crianças, que em alguns casos sofrem abusos e a partir da transmissão desse conhecimento podem romper com um ciclo de abuso.

Enquanto futura pedagoga, me questionei acerca de que até onde o professor tem autonomia para atuar em sala de aula? Até que ponto a sua prática é vista de maneira equivocada? A escola assumiu papéis que muitas vezes são deixados de lado no seio familiar, educação sexual é uma delas.

Que ótimo se você veio de uma família em que esse assunto é tratado abertamente. Mas e aqueles cuja família tratam como um tema intocável, um tabu? Geralmente esses são os que se encontram mais suscetíveis.

O papel do professor ultimamente (e infelizmente) tem sido visto como um doutrinador ou coisas do tipo é uma censura velada (ou não). Em que momento da vida perdemos a admiração por esse profissional que merece nosso total respeito e admiração?

A educação possui como ação principal a transformação social, ou seja, buscar a mudança na realidade do indivíduo. Educação sexual é diferente de erotização e sexualização da criança. Concordo plenamente que tudo tem seu tempo. O educador é qualificado para que atue de maneira a respeitar as individualidades e faixa etária de seus alunos.

Converse com seu filho sobre educação sexual, para que quando a escola aborde o tema, ele não entre em pânico e nem você se escandalize. Precisamos falar antes em prevenção para posteriormente não precisarmos falar sobre como lidar com as conseqüências.

Certa estava minha vó quando dizia que prevenir é melhor que remediar.

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Meu coração e eu!

Fran Rocha

A vida muda todos os dias, e nós temos que mudar com ela. Ser quatro em um já faz parte das nossas vidas e o segredo é sermos felizes e aprender muito com os ensinamentos da vida. Você vai se identificar, em algum momento, com o que tenho para contar.