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Algumas perguntas aos poderosos

por: Alessandro de Melo

quinta-feira, 18 de julho de 2019 - 15:01:00

* Por Alessandro de Melo

O singelo colunista livre vem nesta semana colocar algumas questões sobre a mesa, dirigidas aos poderosos de Guarapuava: vocês que apoiam a reforma da previdência, o que querem? Querem que os guarapuavanos trabalhem mais e tenham cada vez mais dificuldades de se aposentar? E acham que isso facilitará a vida de vocês? Acham mesmo que isso aumentará a venda no comércio? Que aumentará a produção industrial?

Vocês que defenderam a reforma trabalhista, que tornou os contratos de trabalho ainda mais prejudiciais aos trabalhadores, reduzindo direitos históricos, acham mesmo que isso aumentará o poder de compra dos trabalhadores a curto, médio e longo prazo?

E o nível de emprego? Alguém de vocês viu o nível de emprego aumentar no Brasil desde 2016? Ao contrário, vocês defenderam um golpe parlamentar contra uma presidenta eleita democraticamente (e olha que eu sou um dos seus críticos), e este golpe causou o aumento do desemprego, da insegurança jurídica para os trabalhadores e, agora, o golpe continua com o fim das aposentadorias defendido por vocês. Onde vocês querem chegar?

Os números do comércio no Brasil estão estagnados, ainda que no Paraná a FECOMERCIO alardeie que a média das vendas tenha aumentado, mas basta olhar os dados separadamente para ver o cenário desértico de contração.

A indústria brasileira está estagnada, com boa parte de seu potencial produtivo parado, devido, claro, à falta de demanda, que deveria vir, entre outras fontes, do comércio.

A luta de classes no Brasil entrou em um novo nível de patamar a partir de 2016, e vocês, poderosos, estão afogando os trabalhadores, sugando todo o sangue possível em muito pouco tempo, acabando com todos os direitos históricos conquistados a duras penas, e para que? Para manter uma meia dúzia de famílias com seus privilégios centenários. Mas saibam que isso tem limites.

Fica o recado para a ACIG e para os ruralistas de Guarapuava: o que vocês querem é acabar com os pobres, mas saibam que sem os trabalhadores vocês nada são. E tenho certeza de que um dia estes trabalhadores acordarão para a realidade de escravidão em que vivem, e se levantarão contra este estado de coisas.

Mas, por enquanto, a economia agoniza, a pobreza aumenta, o desemprego aumenta, as pessoas pedintes nas ruas aumenta, e isso vocês não podem conter com este projeto genocida.

Espero muito que um dia eu possa ver a vingança da classe trabalhadora neste cidade, como foi em Paris em 1789 e 1871, ou em Moscou em 1917, em Catalunha em 1931, ou em Cuba, em janeiro de 1959, em Chiapas em janeiro de 1994, em Oaxaca em 2006, ou tantos outros exemplos de luta pela dignidade que nos inspiram.

O capitalismo só deu certo para poucos e massacra a grande maioria. A riqueza que vocês desfrutam é produto do trabalho e do sangue da classe trabalhadora, não se esqueçam disso jamais. Vocês não são nada sem nós! Em Guarapuava o capitalismo só deu certo para meia dúzia de famílias poderosas e seus asseclas. A maioria do povo sofre trabalhando seis dias por semana, mais de 8 horas por dia, para ganhar um a dois salários mínimos.

Um dia isso vai acabar. Ah se vai!!!

Por enquanto, um abraço deste colunista!

 

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Coluna Livre

Alessandro de Melo

Professor Associado do Departamento de Pedagogia. Coordenador do Mestrado em Educação da Unicentro. Sociólogo. Doutor e Mestre em Educação.
Temas de política e Educação e algumas generalidades da conjuntura nacional e internacional