ALERTA: Medidas simples evitam consumo excessivo de água com piscinas plásticas

O problema está no hábito de descartar a água no final do dia para encher novamente a piscina no dia seguinte

22/01/2026 10H10

Um dos maiores focos de desperdício de água no verão são as piscinas, especialmente as plásticas e infláveis. O problema está no hábito de descartar a água no final do dia para enchê-las novamente no dia seguinte. Essa prática, repetida várias vezes, gera um gasto de água difícil de prever nos sistemas de abastecimento, podendo causar baixa pressão e até desabastecimento.

A Sanepar tem feito investimentos bilionários em tecnologia e grandes obras de infraestrutura (reservatórios, estações de tratamento e redes de distribuição) para manter o abastecimento nas cidades que atende, explica o diretor-presidente Wilson Bley. No entanto, combater o desperdício é um trabalho coletivo.

“O desperdício de uma única piscina de 5 mil litros, trocada duas vezes no fim de semana, pode ser o suficiente para abastecer uma família de quatro pessoas por 15 dias. O desperdício individual tem prejuízo coletivo”, afirma.

Cobrir as piscinas e tratá-las são formas simples de usar a água de maneira mais racional e prolongar sua vida útil, sem precisar descartá-la todos os dias. No caso das piscinas fixas, é necessário fazer manutenções constantes, com profissionais especializados, para manter a qualidade da água.

PASSO A PASSO 

Com medidas simples e econômicas é possível evitar o desperdício. O gerente da Sanepar no Litoral, Marcos Muniz, diz que a chave é tratar a água e manter as piscinas infláveis cobertas.

“Adicione diariamente uma colher de sopa de água sanitária de uso doméstico para cada 1.000 litros de água da piscina. O procedimento não deve ser feito durante o uso da piscina, por isso o ideal é realizar o tratamento antes de dormir e aguardar até o dia seguinte para entrar na água”, diz.   

O hipoclorito, componente principal da água sanitária, inibe a proliferação de algas (que deixam a água esverdeada) e combate o desenvolvimento de bactérias. Se a água não estiver suja com terra, areia ou comida, o tratamento pode ser repetido a cada quatro dias, prolongando a vida útil da água.

Cobrir a piscina quando não estiver em uso evita que sujeiras, como folhas e insetos, caiam na água. A cobertura também reduz a incidência de luz solar, que estimula a proliferação de algas e bactérias, além de evitar que a piscina se torne um foco do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

Para evitar sobrecarga no sistema de distribuição, a Sanepar recomenda que o enchimento ou a complementação do nível das piscinas seja feito fora dos horários de pico de consumo: antes das 10 horas da manhã ou depois das 22 horas.

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