Agro no centro do debate: Professor Saulo defende representação de Guarapuava em Brasília

Vereador guarapuavano e candidato a deputado federal pelo NOVO afirma que o fortalecimento do setor agropecuário deve estar entre as prioridades para o desenvolvimento de Guarapuava e do Centro-Sul do Paraná

26/09/2026 15H23

Em uma região onde o campo movimenta cadeias inteiras da economia, o agronegócio ocupa espaço de destaque no discurso eleitoral de Professor Saulo (Saulo Piasecki), vereador de Guarapuava e candidato a deputado federal pelo NOVO nas eleições de 2026. 

A defesa de políticas voltadas ao setor agropecuário aparece associada, em suas propostas, à necessidade de ampliar a presença política de Guarapuava e do Centro-Sul do Estado nas decisões tomadas em Brasília. “Defender o agronegócio é defender diretamente o desenvolvimento econômico e social de Guarapuava e região”, afirma Professor Saulo.

Uma potência que começa dentro da porteira

Os números ajudam a dimensionar o peso do setor na economia local. Dados da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná mostram que Guarapuava está entre os principais municípios agropecuários do Estado.

No levantamento do VBP de 2024, baseado na produção de 2024, o município aparece na 5ª posição entre os maiores Valores Brutos da Produção Agropecuária do Paraná, com aproximadamente R$ 2,33 bilhões. 

O desempenho também aparece em culturas específicas. Guarapuava liderou no Paraná, nos dados divulgados pela Seab, a produção de batata de primeira e segunda safra, cevada e milho de primeira safra. Na soja, o município também figura entre os maiores produtores estaduais.

Em um levantamento anterior, relativo à produção agrícola, Guarapuava chegou a aparecer entre os 100 maiores municípios produtores do país, na 62ª posição, considerando o indicador utilizado naquele estudo. 

O retrato é de uma economia rural diversificada, que envolve muito mais do que a produção dentro das propriedades. Máquinas, transporte, armazenamento, cooperativas, insumos, comércio, indústria de alimentos, serviços especializados e geração de empregos formam uma cadeia que ultrapassa os limites do campo.

Por que Brasília entra nessa equação?

Para o Professor Saulo, a discussão passa pela representação política do setor.

Um deputado federal pode atuar em diferentes frentes que afetam diretamente a atividade agropecuária: debate e votação do orçamento federal, legislação relacionada ao setor, políticas de crédito rural, infraestrutura e logística, pesquisa e inovação, seguro rural, defesa sanitária, tributação e programas de apoio à produção.

Também cabe ao parlamentar participar das comissões da Câmara, apresentar projetos de lei, propor emendas ao Orçamento da União, fiscalizar ações do Executivo e articular demandas de estados e municípios.

Na visão defendida pelo candidato, essa atuação poderia ser direcionada para demandas específicas de Guarapuava e do Centro-Sul paranaense.

Uma região que depende de infraestrutura

Para uma região fortemente ligada à produção agropecuária, questões como rodovias, ferrovias, armazenagem, energia, conectividade rural e logística têm impacto direto sobre os custos de produção e a competitividade.

O próprio modelo de produção regional exige integração entre diferentes elos da cadeia. Uma tonelada produzida no campo precisa chegar a cooperativas, indústrias, centros de distribuição ou mercados consumidores, e cada etapa depende de infraestrutura e serviços.

É nesse ponto que a atuação de representantes federais pode ganhar relevância: transformar demandas locais em pautas discutidas e financiadas no âmbito da União.

O desafio de transformar discurso em ação

A defesa do agronegócio, entretanto, não se resume à presença de um representante no Congresso. A efetividade de um mandato depende da capacidade de apresentar propostas, conquistar apoio parlamentar, participar das discussões orçamentárias e acompanhar a execução dos recursos e políticas aprovadas.

Professor Saulo coloca essa agenda como uma das bandeiras de sua candidatura. Natural de Guarapuava, ele é vereador pelo município e disputa uma vaga de deputado federal pelo NOVO em 2026. 

Para uma cidade que aparece entre os grandes polos agropecuários do Paraná, a eleição também recoloca uma questão mais ampla no debate regional: como transformar a força econômica do campo em políticas públicas capazes de ampliar infraestrutura, produtividade, renda e desenvolvimento para toda a região?


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