Anac suspende operações aéreas da Voepass por falta de segurança
A Anac exigiu uma série de medidas para a operação da empresa após a tragédia em Vinhedo (SP), que matou 58 passageiros e quatro tripulantes

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) suspendeu, em caráter cautelar, as operações aéreas da Voepass por falta de segurança. A medida passa a valer a partir desta terça-feira (11 de março).
A suspensão vai vigorar até que se comprove a correção de “não conformidades relacionadas aos sistemas de gestão da empresa previstos em regulamentos”, confome a Anac.
Os passageiros que foram atingidos pelo cancelamento de voos da Voepass devem procurar a empresa ou agência de viagem responsável pela venda do bilhete para efeito de reembolso ou reacomodação em outras companhias.
A Voepass conta atualmente com seis aeronaves. A operação inclui 15 localidades com voos comerciais e duas com contratos de fretamento.
FALTA DE SEGURANÇA
A decisão da Anac decorre da incapacidade da Voepass em solucionar irregularidades identificadas no curso da supervisão realizada pela Agência, bem como da violação das condicionantes estabelecidas anteriormente para a continuidade da operação dentro dos padrões de segurança exigidos.
Após a tragédia em Vinhedo (SP), com a queda de uma aeronave que matou 58 passageiros e quatro tripulantes, em 9 de agosto de 2024, houve a implantação de uma operação assistida de fiscalização da Anac nas instalações da Voepass. Servidores da Agência estiveram presentes nas bases de operação e manutenção da empresa para verificar as condições necessárias para a garantia do nível adequado de segurança das operações.
Em outubro de 2024, foram exigidas pela Anac medidas como redução da malha, aumento do tempo de solo das aeronaves com vistas à manutenção, troca de administradores e execução do plano de ações para as correções das irregularidades.
No final de fevereiro de 2025, após nova rodada de auditorias, foi identificada a degradação da eficiência do sistema de gestão da empresa em relação às atividades monitoradas e o descumprimento sistemático das exigências feitas pela Agência.
“Além disso, foi constatada a reincidência de irregularidades apontadas e consideradas sanadas pela Agência nas ações de vigilância e fiscalização anteriores e a falta de efetividade do plano de ações corretivas. Ocorreu, assim, uma quebra de confiança em relação aos processos internos da empresa devido a evidências de que os sistemas da Voepass perderam a capacidade de dar respostas à identificação e correção de riscos da operação aérea”, diz a Anac.
Dessa forma, o órgão determinou a suspensão das operações da empresa até que seja evidenciada a retomada de sua capacidade de garantir o nível de segurança previsto nos regulamentos vigentes.
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