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Uma chave que não "abriu portas"

por: Marcos Sidnei

terça-feira, 27 de novembro de 2018 - 09:35:00

Normalmente, associamos a palavra “chave” a oportunidades, coisas boas, algo que nos é propiciado. Por exemplo, ao ouvir a frase “o jovem encontrou a chave do sucesso”, sabemos que a “chave” trata-se de uma grande descoberta, algo que possibilitou ao sujeito atingir seus objetivos com êxito. Porém, nem sempre falar sobre “chaves” indica um bom episódio. E foi relacionada a isso, a cena que presenciei hoje.

Estava no transporte público, retornando para casa ao final da tarde. Quando o ônibus estava prestes a partir, surgiu uma senhora, com muletas, aguardando auxílio para que pudesse entrar no ônibus. O motorista, que já havia ligado o veículo, desceu. Para quem não tem conhecimento, o compartimento que desce para tornar possível a entrada de passageiros com algum tipo de necessidade motora, é acionado por uma espécie de controle remoto. E este, por sua vez, funciona quando é ligado com uma chave.

O motorista vasculhou várias vezes dentro de uma pequena bolsa e mostrou o controle remoto para a senhora, e a informou que este, não estava com a chave. A senhora ficou parada em frente à porta do veículo, e apenas questionou ao motorista se realmente o controle estava sem a chave. Este, entrou novamente no ônibus, ocupou seu lugar e deu partida, iniciando o seu trajeto.

Um amigo que estava comigo, mais que depressa abriu a bolsa, retirou o controle. Para nossa surpresa, a chave estava lá dentro, e não era difícil vê-la. Chegamos a uma hipótese: a chave foi retirada do controle remoto propositalmente. Espero que seja engano ou uma conclusão precipitada, e que motorista de fato, não tenha encontrado a chave.

Enfim, presenciar a cena descrita acima, me fez refletir sobre qual seria a minha sensação se a mulher que utilizava muletas, fosse a minha mãe, uma tia, ou alguém próximo a mim nas mesmas condições em que ela estava. Até que ponto a construção de uma sociedade com iguais condições e acessibilidade, depende de nós? E falo de nós mesmos, não como muitas falas que abordam a coletividade, mas não se incluem ou conhecem a situação. O que eu, você, nós... O que podemos fazer? O que estamos fazendo? Ao menos  algumas vezes, penso que devíamos ser as “chaves” das diversas circunstâncias e para os diversos indivíduos.

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"Vem comigo! No caminho eu te explico..."

Marcos Sidnei

Nosso cotidiano é cheio. Há sempre muito a se fazer. Porém, em determinados momentos, é preciso desacelerar, parar e pensar. A vida é muito mais que o caos e a correria. Talvez, algo que eu lhe diga, faça sentido. Ou não. De qualquer forma, lhe convido: pare e reflita comigo. Me acompanha?