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CURSO MEDICINA

Audiência Pública sobre implantação do curso de Medicina na Unicentro acontece nessa quinta

O debate foi proposto e organizado pela Câmara Municipal seguindo proposta da vereadora Maria José, como estaria o processo para a implantação do curso na Universidade.A audiência terá seu inicio a partir das 18:30 hrs

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

A sociedade de Guarapuava e de toda a região centro-sul e centro-oeste do estado está convidada a participar, nessa quinta-feira (31), a audiência terá seu inicio a partir das 18:30 hrs, da Audiência Pública que vai debater a necessidade de implantação do curso de Medicina na cidade e que, também, tratará dos investimentos necessários para isso. O debate foi proposto e organizado pela Câmara Municipal de Vereadores de Guarapuava ainda no mês de abril, quando a Unicentro, a partir de um convite do Legislativo, participou de uma sessão cujo objetivo era esclarecer, seguindo proposta da vereadora Maria José Mandu Ribeiro Ribas, como estaria o processo para a implantação do curso na Universidade.

Maria José ressalta que todos os dias, em sua atuação como vereadora no contato com a comunidade, percebe que a oferta de um curso de Medicina por uma universidade pública na região já não é mais apenas um anseio da população, e sim uma exigência. “Nós temos um vazio de formação de profissionais médicos, e ele não será resolvido apenas com a implantação de um curso numa instituição de ensino superior privada. Acreditamos que a Audiência Pública é o primeiro ato de um movimento político que se iniciará em favor do curso de Medicina na Unicentro. Mas, para isso, precisamos unir nossas forças. E a presença massiva da população da região na Audiência vai ser um indicativo para o governo de que faremos pressão”, defende Maria José.

O presidente da Câmara de Guarapuava, vereador João Napoleão, também destaca que a Audiência Pública deve concretizar-se como um movimento político em prol de uma causa social: o melhor atendimento médico para a população da região. “Para isso”, conta, “convidamos e contamos com a participação, em especial, dos prefeitos e vice-prefeitos, dos vereadores, dos secretários municipais de saúde e dos membros dos conselhos municipais de saúde”.

O vereador da Comissão de Saúde da Câmara de Guarapuava, vereador Pedro Moraes, reforça que “a Unicentro é um orgulho da cidade de Guarapuava e de toda a região e que já demonstrou estar preparada para a oferta do curso de Medicina. Esse é o momento da força política entrar em ação para que, unidos, consigamos o apoio do governo do estado na efetivação desse nosso sonho”.

O vice-reitor da Unicentro, professor Osmar Ambrósio de Souza, lembra que o processo para a abertura do curso já cumpriu todas as etapas internas e que, atualmente, está na Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), aguardando sinalização positiva por parte do governador Beto Richa para que ele passe a tramitar internamente dentro das instância de Governo.

“Desde a nossa participação na sessão de abril, e isso ocorrerá novamente na Audiência Pública dessa quinta, estamos buscando deixar muito claro que, para a implantação e funcionamento do curso de Medicina, o Ato de Autorização deve vir acompanhado de outras autorizações, como a necessária liberação para a contratação de pessoal e de aporte de recursos de custeio no orçamento geral da Universidade, destinados especificamente ao curso de Medicina. Sem isso, a Unicentro, com a sua realidade atual, não tem condições de dar início ao funcionamento do curso. Reiteramos, portanto, que é preciso que a autorização para o curso trate também dessa necessidade adicional relativa a todo e qualquer recurso necessário ao funcionamento da oferta em Medicina”, detalha.

Apesar das ressalvas, Osmar disse não ter dúvidas de que a região carece da formação de médicos e que o curso público alavancaria o sistema de saúde, que é deficitário. “A manifestação popular é fundamental nesse sentido. Por isso, contamos com a participação da nossa sociedade. As grande conquistas, certamente, são resultado de pressão popular”, defende.

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