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Blackout: A nova cúpula do trovão

por: Dejair Dionísio

segunda-feira, 28 de maio de 2018 - 12:23:00

Alguns não se lembrarão, mas há tempos, essa coisa toda de empresas se colocarem no lugar dos trabalhadores em um momento delicado para a população brasileira, após tantos acontecimentos que retiraram ganhos e promoveram perdas várias, já aconteceu. Basta lembrar a sequencia de filmes Mad Max e sua continuidade, com a imperdível participação de Tina Turner, mega cantora norte-americana que vive desde a década de 1990, na Suíca, após a oficialiação do seu terceiro casamento. O filme trata de algo até, dias atrás, improvável para nós, a falta ou ausência, de combustível e as consequências disso, que é o não fornecimento de outros produtos necessários para o nosso dia a dia.

Conhece o enredo? Talvez sim, porque tanto aqui quanto no Irã, a população está refém da falta de fornecimento de tudo que dependa de combustível. Isso quer dizer que, na realidade, estamos entrando em copalso, junto com o Irã.

O interessante são as proximidades e contradições dos dois países, que são grandes produtores mundiais de petróleo. Mas há diferenças, e são muitas. Enquanto por aqui a questão envolve o preço abusivo praticado na venda dos derivados do petróleo – diesel, gasolina e outros produtos, como o álcool, que servem para suas composições, por lá a questão é que os caminhoneiros querem aumento no valor de frete, que atinja algo próximo de 20%. Mas eles trabalham todos para o governo iraniano, que é o responsável pela entrega e distribuição dos produtos consumidos no país. Até aí, as pautas nem são tão diferentes. Mas tem uma coisa aí. Lá, a gasolina custa 0,08 centavos de dólar que, convertidos, não daria nem um real aqui. Aqui, ela custa 3,47 - 3,80 - 4,40 - 9,00 reais… querendo, dependendo do estado e do dono do posto, cmpetir com outros países em preços. (Ver mais sobre outros países e o preço aqui)

Voltando ao filme, um grupo se apossa de uma empresa de transformação de combustíveis e isso cerca toda a discussão do filme: briga por combustíveis e cada um querendo salvar a própria pele.
Serão que estamos, da mesma forma, apesar das diferenças de regime que vivemos, encenando novamente Mad Max?
Segundo as leis vigentes, a prática do Blackout não é legal no Brasil, mas a greve é. Muitos caminhoneiros daqui, da mesma forma que os do Irão, não concordam com a maneira que as negociações acontecem.

Vida que segue, ou não, pois não temos gasolina no tanque. Melhor esperar e não gastar mais gasolina à toa, e aproveitar o friozinho e o pinhão, para ver a sequência de Mad Max. (Para assistir Mad Max clique aqui 
 

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Dejair Dionísio

Doutor em Literatura/UEL, escritor, ensaísta, professor universitário (UNICENTRO), membro da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as