AgronegóciosEducaçãoEsporte e LazerGeralObituárioPolíticaRegiãoSaúdeSegurançaVariedades
ColunistasVídeosÚltimasGaleria de Fotos

Sobre as nossas aproximações e diferenças na América Latina

por: Dejair Dionísio

terça-feira, 26 de junho de 2018 - 15:55:00

Aliás, somos mesmo latinoamérica???

Essa pergunta ecoa há tempos, em vários lugares pelo mundo afora. Quando vemos as imagens de crianças encarceradas na divisa dos Estados Unidos com o resto do mundo que fala espanhol e português (Temer tá quietinho sobre esse assunto, pois há crianças brasileiras por lá…Ver mais aqui,  devemos considerer as nossas questões por essas bandas de cá. Temos como parecenças, apenas o fato de termos sido todos nós e sem exceção, colonizados. Mas já termina por aí. As invasões em Cuba até a metade do século passado, o envolvimento com as questões do Panamá, as várias interferências na política em todos os países das américas central e do sul, demonstram o quanto para nós, podem ser nefastos os programas eternos de expansão e de tentative de domínio geográfico dos nosrte-americanos.

Basta perceber que as crianças aprsionadas, todas elas, são da América Latina. Mas há outras coisas que para nós, brasileiros, devem ser consideradas, uma vez que mesmo por essas bandas, não nos sentimos nem um pouco tão do sul das amércias assim… Pouco sabemos do espanhol, pouco visitamos nossos países vizinhos, pouco lemos a literatura produzida em espanhol – já que não lemos e nem sabemos da nossa própria literatura, bem como nada sabemos da musicalidade, da cultura de forma geral, e dos valorizes simbólicos e civilizatórios que se produzem nessa terra toda – do sul e do centro das américas.

Basta perceber como não nos importamos, pois a primeira dama norte-americana, usando uma jaqueta com os dizeres "eu realmente não me importo, e você?” também demonstra o quanto parte da elite mundial, representada nos dizeres da jaqueta da “representante” do governo norte-americano, vê a população que está abaixo da linha do Equador, acima da linha do Equador, mas que está FORA dos muros dos condomínios fechados, que não está nos apartamentos acima de 140 mts quadrados – tem ironia aqui, pois uma quatida significativa da nossa população no Brasil, sequer ganha acima de 800,00$ pilas por mês.... (Ver mais aqui). Na verdade, poucos de nós nos importamos, pois há uma coisa que observo e que nos liga aos nossos irmãos indígenas (também não nos importamos com eles) – é o mate. Ver mais aqui).

O mate!!!!! O mate com aniz estrelado, com pimenta, com coentro, com pinhão, com guaraná, até com jabuticaba. Dependendo da região, muda-se a combinação, mas a base é a mesma. Herdada das experiências indígenas, tomaram conta das mesas, dos bares, dos jogos, das rodas no final das tardes em boa parte das américas. Aliás, sabemos nós, brasileiros, que a bebida é tomada em todas as américas e não é exclusidade de regiões específicas do Brasil? Sabemos mais ou menos, bem mais ou menos. Pois também nada sabemos de Mujica, nada sabemos da Argentina, nada compartilhamos do Peru, nada sabemos da Venezuela e nem de Honduras ou Costa Rica. De Cuba, sabemos, e muito. Graças aos cubanos, parte das famílias mundo afora tem acesso à saúde, essa coisa distante das populações mais pobres no mundo; graças à Cuba, parte da nossa elite jornalística tem assunto o dia todo, pois basta falar mal que a galera toda vai atrás, como se seguisse o como rês para o matadouro. Mas bora seguir os Estados Unidos né, e tomar o mate que a população primeira daqui nos legou. Mas quem são os indígenas mesmo e as crianças nas jaulas do nosso sonho de sermos Miami?
Latino Americanos!!!!

(Foto: Dreamstime)

COMENTÁRIOS





O mundo que nos cerca

Dejair Dionísio

Doutor em Literatura/UEL, escritor, ensaísta, professor universitário (UNICENTRO), membro da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as