AgronegóciosEducaçãoEleições 2016EsportesGeralPolíticaRegiãoSaúdeSegurançaTrânsitoVariedades
ColunistasVídeosÚltimas

Será que ainda dá?

por: Márcio Nei dos Santos

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Foto: Alencar Souza

A Liga Nacional de Futsal (LNF) entrou em recesso devido aos jogos da Seleção Brasileira, que segue sua preparação para a Copa do Mundo de Futsal. A próxima rodada será disputada no começo de agosto e, neste meio tempo, as equipes se preparam para a reta final da primeira fase que definirá os 16 clubes que seguirão em busca do principal título do futsal brasileiro.

Para o Poker/Óleo Leve/Guarapuava Futsal, esta interrupção é muito bem vinda, ainda mais para se recuperar do tropeço diante do Cascavel, um dos adversários diretos na luta pela classificação (com a derrota de 4x3, na casa do rival, os guarapuavanos caíram para a 17º e hoje estariam fora da segunda fase). Além disso, este tempo será importante para melhorar o entrosamento dos atletas que chegaram (Tuiú, Jé e Edimar), substituindo três jogadores importantes, que se transferiram para o futsal espanhol (Mauricinho, Diego Fávero e Felipinho).

O time de Guarapuava terá apenas quatro jogos para reverter a posição incômoda na classificação e a tarefa não será simples, principalmente se analisarmos a sequência de jogos dos adversários. A briga pelas últimas vagas, provavelmente envolverá cinco equipes: Cascavel-PR (15ª colocado, com 13 pontos), Minas-MG (16º, com 12 pontos), Guarapuava-PR (17º, com 11 pontos), Alaf-RS (18º, com 11 pontos) e Tubarão-SC (19º, com 8 pontos).

Destes times, o Tubarão é, claramente, o que tem a menor chance de classificação. Isso porque, além de estar na lanterna, terá menos jogos a cumprir que seus adversários diretos. Enquanto seus rivais jogarão quatro vezes, os catarinenses entrarão apenas três vezes em quadra, disputando nove pontos até o final da primeira fase. A sequência do Tubarão terá Joinville-SC (fora de casa), São José-SP (em casa) e Concórdia-SC (fora). Ou seja, uma classificação do time de Tubarão, nestas condições, só poderia ser descrita como milagrosa.

Assim, restariam quatro equipes na briga, sendo que duas passariam para a segunda fase e outras duas ficariam de fora. Cada uma jogando quatro vezes. O problema é que, destas quatro, o time de Guarapuava é o que (pelo menos na teoria) terá a tabela mais complicada pela frente. Os guarapuavanos terão dois jogos fora de casa e dois no Joaquinzão. No entanto, os dois jogos em casa serão contra equipes fortíssimas: a Intelli-SP, que tem um dos elencos mais fortes do futsal brasileiro, e o Magnus-SP, atual campeão mundial interclubes. Já os desafios fora de casa serão contra a Alaf (confronto direto pela classificação) e o Floripa Futsal-SC.

Por outro lado, o time que tem a tabela mais favorável, na teoria, é o Minas, pois jogará três das quatro partidas que lhe restam em casa. Os mineiros receberão o Floripa-SC, o Carlos Barbosa-RS e o Jaraguá Futsal-SC em Belo Horizonte e só jogarão fora na penúltima rodada, na cidade de Francisco Beltrão-PR, contra o Marreco Futsal.

Outra equipe que tem uma tabela que pode ser considerada boa é a Alaf. Os gaúchos jogam apenas duas vezes em casa, mas as duas partidas serão contra adversários diretos na luta pela classificação: Cascavel e Guarapuava. Ou seja, os próximos dois jogos da Alaf serão, como se diz popularmente, de seis pontos. Vencendo estes dois desafios, dificilmente os gaúchos ficarão de fora da segunda fase.

Por fim, o Cascavel Futsal terá uma sequência difícil (assim como a do Guarapuava), mas como venceu o confronto direto contra os guarapuavanos, estão um passo à frente dos demais, restando apenas manter a vantagem para se classificar. Os próximos jogos dos cascavelenses serão no Rio Grande do Sul, contra Alaf e Assoeva e, nas duas rodadas finais, os Cascavel Futsal receberá duas equipes fortes no cenário do futsal nacional: a Intelli e o Corinthians.

Resumindo: se analisarmos friamente as sequências das equipes que ocupam as últimas posições na classificação, o natural seria que Minas e Alaf ficassem com as duas últimas vagas para a próxima fase. Caberá às equipes paranaenses se superarem nesta reta final para não ter que dar um adeus precoce à LNF 2016.

E no Paranaense?
No estadual a situação do Guarapuava é bem diferente da Liga Nacional. Isso porque, apesar de ter perdido posições, o time é o que menos jogou na primeira fase, podendo retornar até a liderança, se vencer todos as próximas partidas (a começar pelo jogo desta sexta-feira, fora de casa, contra o São Lucas de Paranavaí).

Além disso, se as coisas não saírem como o planejado nas próximas rodadas, não há motivos para desesperos. Isso porque o regulamento da Chave Ouro 2016 sofreu uma alteração importante em relação aos anos anteriores e, a partir deste ano, terminar em primeiro lugar na primeira fase não terá tanta importância como era nas temporadas anteriores.

Na fase de playoffs, por exemplo, a segunda partida será realizada sempre na casa da equipe que tiver maior número de pontos na somatória da primeira com a segunda fase (antes era só da primeira). Se houver necessidade de um terceiro jogo, este será realizado no mesmo local do segundo, sendo que o time da casa não jogará mais com a vantagem do empate, pois se houver igualdade ao fim dos 40 minutos, a decisão será por pênaltis.

Ou seja, ainda é muito cedo para prever alguma coisa na Chave Ouro do Campeonato Paranaense de Futsal, já que, com as mudanças aprovadas no último arbitral, é menor a importância de somar vários pontos nas fases classificatórias (desde o desempenho seja positivo na hora dos mata-matas). O que é, inclusive, uma coisa a se refletir: vale a pena ter um campeonato tão longo e tão desgastante (especialmente para as equipes de disputam a LNF), se as fases que realmente importam acontecem apenas nos últimos dois meses de disputa?

COMENTÁRIOS





Clique Esporte

Márcio Nei dos Santos

Graduado em Comunicação Social (Publicidade e Propaganda), atua como fotógrafo e repórter esportivo. Desde 2009, é redator do blog Clique Esporte.