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​SAFRA 2017/2018

De olho na próxima safra, agricultores recorrem ao crédito rural

Foi definido R$ 600 milhões para financiamento. Os agricultores usam na maioria das vezes o recurso para pagar sementes, fertilizante e defensivos

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Produtores rurais dos Campos Gerais do Paraná já pensam no plantio da próxima safra de verão, a principal da região. Neste 3º trimestre do ano, é maior o movimento nos bancos e nas cooperativas de crédito em busca de dinheiro para bancar os gastos com a lavoura.

O agricultor Geraldo Slob, de Carambeí, investe nas culturas de verão e relata que recorre ao crédito rural há pelo menos 25 anos. "Desde que se entende como produtor rural", completa. Ele conta que costuma usar o recurso para pagar sementes, fertilizante e defensivos agrícolas e mão-de-obra.

Para ele, o sistema de crédito cooperativo funciona muito bem e é, hoje, responsável por 80% do crédito rural que ele toma. "É um banco descomplicado. Diferente dos estatais, não exigem um monte de coisas da gente. Sem contar a distribuição de sobras, que é ótima", esclarece.

Cooperativas de crédito
"A maior procura por crédito rural ocorre agora, entre agosto e setembro, devido à safra de verão, a maior na região", confirma a diretora de negócios da Sicredi Campos Gerais, Leila Dobis Grik. De acordo com ela, durante esses meses, o movimento chega a triplicar nas agências bancárias.
Na região dos Campos Gerais, a Sicredi planeja liberar R$ 478 milhões neste ano/safra (2017/2018). O valor representa um crescimento de 29%, comparado aos R$ 371 milhões financiados no último ano/safra, que encerrou em 30 de junho.

Os milhões devem atender aos produtores rurais enquadrados no Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e outros programas, nas linhas de custeio agropecuário e investimentos direcionados.

Ao optar por tomar o recurso na instituição financeira cooperativa, o associado contribui com o próprio negócio, com a cooperativa e com o desenvolvimento da região. "Aqui, os produtores rurais fazem parte do resultado. No fim do ano, as sobras são devolvidas a eles", explica.

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