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"Hotel Transilvânia 3: Férias monstruosas" e o cuidado com a diversidade

por: Dejair Dionísio

terça-feira, 14 de agosto de 2018 - 13:56:00

Segunda dia 6 de agosto me dei o direito de ir conhecer uma das salas de cinema aqui em Dourados/MS. Fui assistir "Hotel Transilvânia 3: Férias monstruosas". Achei interessante o cuidado dos diretores com a região do mundo onde o filme seria rodado. Digo isso pois teve uma cena de um drink (spoiler) que era de um chupa cabra. Até aqui no Brasil, tem gente que nada sabe sobre esse bicho, que é uma lenda. (Leia mais aqui)-. Super bacana, divertido, leve mas com uma sinalização séria e necessária: o cuidado com a diversidade.

A eterna polêmica de que monstros são maus e o ser humano são bons, a insistência de que mulher tem que ser "mulherzinha", já que estamos vivendo violência várias contra a mulher, que tem como complemento a Lei Maria da Penha, completando "aniversário"neste dia 7 de agosto (Leia mais aqui) e homem dominador e "donos de tudo", considerando que o Drácula, é o cara que manda em todo mundo, inclusive em outros montros, mais perversos e fortes do que ele, Sinais óbvios do patriarcado que insiste em nos afetar e nos dirigir.

Porém o filme ainda proporciona, outras coisas bacanas: uma delas é a questão do gênero, quando o próprio Drácula é seduzido com o "tchan", o amor que irrompe na primeira vista ou primeiro contato. A lógica do entro é simples, que os opostos se atraem. Vale a pena ver pois trata do direto de crianças de brincar, de ter um cachorro, de poder ser criança, de adolescentes poderem ouvir músicas tidas como - diferentes, ou músicas mais de "boas". recomendo, principalmente para pensarmos a violência e a dificuldade que nossa sociedade tem enfrentado com a impaciência intolerância.

Basta ver a dificuldade que a população, em geral, tem tido para intervir em situações de violência contra pessoas fisicamente mais frágeis, como mulheres, crianças e idosos, ou a dificuldade em entender que a religião que o outro segue e que não é a minha, não significa que seja pior ou perversa.

Há que se caminhar muito, mas o necessário é usar o cinema, o teatro, a leitura, o diálogo e o respeito, para que consigamos atingir lugares e números melhores, no quesito respeito e valorização das pessoas.

(Foto: Divulgação)

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O mundo que nos cerca

Dejair Dionísio

Doutor em Literatura/UEL, escritor, ensaísta, professor universitário (UNICENTRO), membro da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as