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TENSÃO MUNDIAL

Trump lança ataque aéreo contra a Síria

Há expectativa por reação da Rússia

sábado, 14 de abril de 2018

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou ataque à Síria em um discurso televisionado em Washington na noite dessa sexta feira (13), no qual informou que o movimento das forças norte-americanas conta com o apoio da França e do Reino Unido. A ofensiva bélica foi efetivada dois dias depois de uma ameaça feita por Trump pelo Twitter. "Uma operação combinada com as forças armadas da França e do Reino Unido está em curso neste momento", disse Trump aos norte-americanos. O presidente disse ainda que os alvos eram bases sírias supostamente ligadas ao armazenamento e produção de armas químicas.

O ataque dos EUA e aliados é uma resposta ao suposto uso de armas químicas por parte do regime de Bashar al-Assad contra a população civil em Duma, um reduto rebelde na periferia de Damasco. O ataque, que matou 60 civis e causou centenas de feridos, foi no sábado e foi lido pela Casa Branca como um desafio à linha vermelha traçada por Trump há um ano, quando, depois de uma matança similar, ele arrasou com 59 mísseis Tomahawk a base aérea de Shayrat, na cidade de Homs.

A Síria negou os ataques. Já a Rússia, uma aliada do regime Assad, disse que um ataque aliado ao país em guerra há sete anos poderia começar um conflito global. Com o bombardeio, Trump fez chegar tanto à Rússia como ao Irã a mensagem de que os EUA, sob seu comando, não titubeia, dispara: “Estão apoiando um assassino em massa. Devem decidir de que lado estão", sentenciou o presidente. Apesar da mensagem dura, as autoridades militares norte-americanas informaram depois que alvos russo ou ligados à Rússia haviam sido poupados.

O bombardeio acontece dois dias depois de Trump fazer uma ameaça, que agora cumpre.  "A Rússia promete abater todos os mísseis contra a Síria. Prepare-se, Rússia, porque o que virá será [mísseis] bonito, novo e inteligente. Você não deve ser parceiro de um animal que mata seu povo com gás e gosta disso!", disse Trump no Twitter durante a semana.

A reação da Rússia e do Irã nas próximas horas e dias marcará o futuro da região mais instável do planeta.

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