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Chegou a vez de Neymar?

por: Márcio Nei dos Santos

segunda-feira, 13 de março de 2017

Na semana passada, pela Liga dos Campeões da Europa, o mundo da bola pode contemplar uma das viradas mais espetaculares da história do futebol: após perder por 4x0 para o Paris Saint Germain, no jogo de ida, disputado na França, o time do Barcelona conseguiu o que parecia impossível e aplicou uma goleada de 6x1, no jogo de volta, no Camp Nou. Deixando de lado as polêmicas sobre a arbitragem e a incrível "amarelada" do time francês, o grande destaque da partida foi a atuação do brasileiro Neymar, decisivo nos últimos minutos, ao anotar dois gols (um de falta e outro de pênalti) e dar uma assistência incrível, de perna esquerda, que resultou no gol de Sergi Roberto, aos 50 minutos do segundo tempo.

Para todos aqueles que apostam que o brasileiro, um dia, chegará ao posto de melhor jogador do planeta, o jogo da última quarta-feira (08/03) representou um passo muito importante nesta escalada. Apesar de atuar na equipe catalã desde 2013 e de ser parte importante do ataque "MSN", o jogador brasileiro ainda vive, de certa forma, um momento de coadjuvante em sua equipe, visto que, em números totais, o argentino Messi (mesmo com uma atuação apagada contra o PSG e no último final de semana, contra o Deportivo La Coruña) segue imbatível, não só no Barcelona, mas em todo o futebol europeu.

O argentino é o artilheiro do Campeonato Espanhol, com 23 gols marcados (quatro a mais que o português Cristiano Ronaldo, vice artilheiro da competição), enquanto Neymar, se mostra tímido, com apenas oito gols anotados. Messi também é artilheiro da Copa do Rei (quatro gols, contra dois de Neymar e um de CR7) e da Champions League, com 8 gols anotados (Neymar marcou quatro vezes e Cristiano Ronaldo, duas). Por outro lado, o brasileiro é o líder de assistências da principal competição europeia, com oito passes que resultaram em gol.

Mesmo com a euforia após a partida da semana passada, se analisarmos friamente, Neymar ainda precisa trilhar um longo caminho para quebrar a hegemonia de Messi e Cristiano Ronaldo, como grandes nomes do futebol mundial. E esse caminho passa, obrigatoriamente, pela regularidade. Em favor de Neymar, porém, está o tempo, visto que a tendência é que, daqui para frente, Messi e CR7 comecem a decair de suas formas físicas (Cristiano Ronaldo completou 32 anos em fevereiro e Messi completará 30 ano de idade em junho, enquanto o brasileiro completo 25 no mês passado).

A questão cronológica conta ainda mais a favor de Neymar se analisadas as médias de idades dos jogadores que foram eleitos como melhores do mundo, desde que o prêmio foi instituído, em 1991. Se somadas as idades de todos os vencedores, dividindo pelo número de edições, chegamos à média de idade de 26 anos e meio de idade. Em contrapartida, nestas 26 edições, apenas quatro atletas com 30 anos ou mais chegaram ao título: em 1991, o alemão Lothar Matthäus (30 anos), em 2003, o francês Zinédine Zidane (31 anos), em 2006, o italiano Fabio Canavarro (33 anos) e em 2017, o português Cristiano Ronaldo (31 anos de idade).

O brasileiro, ainda, poderá ter outra boa vantagem para o ano que vem, quando será disputada a Copa do Mundo, na Rússia, pois chegará à "idade ideal para a conquista da Bola de Ouro" (26 anos e meio) e é muito provável que esteja conduzindo a Seleção Brasileira na competição mais badalada do mundo. Visto que o momento do time brasileiro é muito bom (depois que Tite assumiu o comando técnico) as chances de título são reais. Além disso, é comum o vencedor da Bola de Ouro ser escolhido entre os jogadores da seleção campeã mundial. Foi assim em 1994 (Romário), 1998 (Zidane), 2002 (Ronaldo) e 2006 (Canavarro). As exceções foram em 2010 e 2014, quando Messi e Cristiano Ronaldo quebraram esta tradição.

Pode ser cedo para prever alguma coisa, mas 2018 tem tudo para ser o ano ideal para Neymar chegar ao topo e recolocar o futebol brasileiro em destaque e quebrar de vez a hegemonia Messi/CR7. Quanto mais o brasileiro se tornar decisivo dentro do time do Barcelona, a tendência é que sua regularidade melhore. Se o crescimento dentro do clube se aliar ao bom momento na Seleção Brasileira, será inevitável que a Bola de Ouro venha na próxima temporada.

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Clique Esporte

Márcio Nei dos Santos

Graduado em Comunicação Social (Publicidade e Propaganda), atua como fotógrafo e repórter esportivo. Desde 2009, é redator do blog Clique Esporte.