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Buquê de Flores

por: Dejair Dionísio

sábado, 5 de maio de 2018 - 10:07:00

Na nossa conversa para esta semana estive pensando na necessidade que as pessoas tem para casar neste mês; falar do dia 1º de maio - dia do Trabalhador, ou misturar tudo isso e partir para alguma série da Netflix e um filme? Acabei por decidir pelo primeiro. O mês de maio tem uma "vocação" histórica para o casamento. Não que quem case neste mês que estamos será mais feliz, ou menos, mas a coisa toda se resume a um fetiche antigo, ligado ao fazer cultural europeu. Se considerarmos que por aqui, no Brasil, o inverno já está batendo na porta, devemos lembrar o que aprendemos nas aulas de Geografia e de História que, por lá, a Primavera já chega. Sim, frio!!!! Lembram-se da nevasca em 2013 aqui em Gorpa? Foi só uma semana, mas imagino que muita gente não tomou banho naquela semana por conta do frio...

Agora vamos tentar imaginar aquela semana vezes meses, pelo menos uns cinco ou seis, com neve? Então, nada de banho, muito perfume e nenhuma possibilidade de casório em lugares abertos. Essa prática vem do século XVII na Europa. Castelos gelados, sem torneira quente... sem banho... Logo, casar naquela época e depois ir para a lua de mel, seria bastante complicado, ou mal cheiroso. Daí a espera pelo mês de maio, com suas flores, com o buquê da noiva indo à frente dela (para evitar o mau cheiro que exalava dela, por falta de banho). Mas a prática inseriu outra prática, a do banho, e assim, o dia da noiva - depilada, cheirosa, bem banhada e muiiiiito perfumada, como conhecemos nos dias de hoje.

Tempos modernos, mas é bacana saber como as coisas eram antes, já que, assim, entendemos porque consumimos tanta colônia de cheiro. Assim, quando participar de um casório neste final de semana ou nos próximos deste mês,lembre-se que se isso acontecesse há uns duzentos ou trezentos anos atrás, o cheirinho do Djanho seria a estrela da festa.

(Foto: Ilustrativa)

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Dejair Dionísio

Doutor em Literatura/UEL, escritor, ensaísta, professor universitário (UNICENTRO), membro da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as

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