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CONDENADOS

Envolvidos na morte de agente penitenciário são condenados pelo júri popular

Penas variam de três a 20 anos de reclusão. Julgamento terminou na madrugada desta terça-feira e durou mais de 17 horas. Agente penitenciário Marcelo Pinheiro foi morto a tiros em 2015, enquanto trabalhava no Centro de Regime Semiaberto de Guarapuava

terça-feira, 22 de agosto de 2017 - 15:01:00

Por G1 Paraná

Os três réus acusados de envolvimento com a morte de um agente penitenciário em Guarapuava, na região central do Paraná, foram condenados pelo Júri Popular a penas que variam de três a 20 anos de reclusão por crimes como homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo.

O crime aconteceu em março de 2015, quando dois homens invadiram o Centro de Regime Semiaberto de Guarapuava (Crag) e mataram o agente penitenciário Marcelo Fernandes Pinheiro, que tinha de 31 anos.

O julgamento, que durou mais de 17 horas, começou na manhã de segunda-feira (21) e acabou por volta das 2h30 desta terça-feira (22).

O crime
Segundo a Polícia Civil, três agentes estavam descansando no alojamento do Crag, que fica em prédio anexo à Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), quando dois homens armados invadiram o local. Dois agentes saíram correndo. Marcelo, que estava sentando em um sofá, levou um tiro na cabeça e dois nos ombros, e morreu no local.

À época, cinco homens foram presos suspeitos de participar do crime. Desses, apenas quatro foram denunciados e viraram réus, mas um deles morreu em fevereiro deste ano.

O julgamento
O réu José Eziquiel Almeida dos Santos, confessou ao júri ser o autor dos tiros que mataram o agente penitenciário. Ele foi condenado a 20 anos e 5 meses de reclusão, pelos crimes de homicídio qualificado e por porte de arma de fogo de uso restrito. Ele foi absolvido pela tentativa de homicídio de outro agente, na mesma noite.

A pena de Santos deve ser cumprida em regime fechado. O condenado já estava preso preventivamente pelo crime na Penitenciária Estadual de Piraquara há 2 anos e 5 meses. Jefferson Santos Alves foi condenado por homicídio qualificado pela morte de Marcelo Pinheiro a 18 anos de prisão com pena a cumprir em regime fechado e absolvido de outras duas acusações: tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo. Jefferson entrou junto com Santos no Crag para matar o agente penitenciário. Assim como o outro réu, ele aguardava o júri preso preventivamente na Penitenciária Estadual de Piraquara, há 2 anos e 5 meses.

O terceiro réu, Osvaldo Maira dos Santos, foi absolvido dos crimes de homicídio e de tentativa de homicídio. Mas foi condenado por porte ilegal de arma de fogo a 3 anos e 4 meses, mas vai cumprir pena em liberdade. Ele também estava preso preventivamente há 2 anos e 5 meses.

Osvaldo havia sido preso pela polícia na noite do crime com uma arma de fogo. Segundo o advogado Élcio José Melhem, pesava a acusação de que o réu teria emprestado a arma para que Santos atirasse contra o agente penitenciário, acusação da qual foi absolvido.

Responsável pela defesa de José Eziquiel Almeida dos Santos e de Jefferson Santos Alves, o advogado Piero de Sousa Pinto informou, apenas, que vai avaliar se entra com recurso contra a condenação de Jefferson por homicídio. Já Élcio José Melhem, que defende Osvaldo Maira dos Santos, considerou justa a sentença emitida contra seu cliente.

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