AgronegóciosEducaçãoEsportesGeralPolíticaRegiãoSaúdeSegurançaVariedades
ColunistasVídeosÚltimasGaleria de Fotos

Eurocopa ou Copa América?

por: Márcio Nei dos Santos

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Em 2016 não tem Copa do Mundo, mas ver as grandes do futebol mundial se encontrarem em grandes torneios será possível graças às disputadas da Eurocopa e da Copa América (em sua edição especial de 100 anos). A competição européia começa na próxima sexta-feira, dia 10, com a partida do país sede, França, contra a Romênia. Já a competição sul-americana (que nesta edição comemorativa também conta com equipes da América do Norte e da América Central) já está em pleno andamento desde a semana passada, com jogos realizados nos Estados Unidos.

A coincidência das duas competições serem realizadas no mesmo período reacende uma velha discussão: qual é o melhor torneio? A Euro ou a Copa América? As duas competições tem seus apreciadores em maior ou em menor grau. No entanto, isso não significa que sejam excludentes, já que, com a diferença de horário entre a França e os Estados Unidos, será possível assistir jogos o dia inteiro entre os meses de junho e julho. Mesmo assim a “richa” persiste nas rodas de conversas ou, mais atualmente, nos grupos das redes sociais, sobre qual a seria a competição mais atrativa.

Neste comparativo, os europeus saem na frente, principalmente nos fatores estrutura e organização. Como na Copa do Mundo, as edições acontecem de quatro em quatro anos, o que cria uma grande expectativa. Além disso, como o número de países é maior, é possível ver vários graus de rivalidades, sejam meramente “futebolísticas” ou mesmo histórico-culturais. Outro fator importante é a facilidade que o torcedor tem para acompanhar a competição. Como o espaço geográfico é mais reduzido, é possível circular de país em país com maior frequência. Tudo isso garante uma competição intensa em vários sentidos.

A Copa América, por outro lado, tem outros atrativos interessantes. A tradicional competição centenária costuma reunir os principais craques do futebol mundial. Um exemplo é o trio de ataque do Barcelona, formado pelo argentino Messi, o uruguaio Suárez e o brasileiro Neymar. Mesmo com a ausência do último, que será liberado por seu clube apenas para a disputa dos jogos olímpicos, a expectativa é que os grandes nomes atraiam o público norte-americano que vem, ano a ano, se interessando mais pela modalidade. Prova da força do futebol sul-americano é a quantidade de títulos mundiais (nove) que quase se equipara ao número de Velho Mundo (11) mesmo tento um número bem menor de equipes.

A quantidade menor de equipes, por outro lado, é também uma das deficiências da competição sul-americana. Mesmo com os convites para equipes da América do Norte e Central, a expectativa é que o título seja disputado entre as mesmas seleções que sempre estiveram cotadas como favoritas: Argentina e Brasil (mesmos sem viver um de seus melhores momentos) surgem como grandes apostas, ao lado de Chile (último campeão), Uruguai e Colômbia. México e EUA são as apostas entre as equipes visitantes, mas poucos consideram estas duas seleções aptas a surpreender no torneio.

Na Europa, por outro lado, a imprevisibilidade é um dos grandes charmes. Se o melhor jogador do mundo em atividade não estará presente, a quantidade de jogadores acima da média espalhados pelas 24 seleções cria um equilíbrio interessante, o que torna difícil apontar um ou dois únicos favoritos. Isso sem contar as surpresas como o da Grécia, em 2004.

Seja qual for a competição mais interessante, a certeza é que entre junho e julho as seleções nacionais darão o tom das disputas na Europa e nas Américas, cada uma de sua forma, brigando pelo principal titulo de seu respectivo continente. Infelizmente, como lembrado anteriormente, a Seleção Brasileira não vive um de seus melhores momentos e, de forma contraditória, tenta se reestruturar apostando em velhos modelos que vem se mostrando defasados nos últimos anos. Os próprios jogadores parecem desmotivados, visto o grande número de dispensas (seis ao todo, sem contar Neymar) por diversos motivos. Assim, dificilmente o brasileiro acompanhará esta Copa América com o mesmo entusiasmo de uma Copa do Mundo.

 

COMENTÁRIOS





Clique Esporte

Márcio Nei dos Santos

Graduado em Comunicação Social (Publicidade e Propaganda), atua como fotógrafo e repórter esportivo. Desde 2009, é redator do blog Clique Esporte.