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Acessibilidade: discursiva e argumentativa

por: Marcos Sidnei

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018 - 13:51:00

O ser humano é dotado de incríveis capacidades. Dentre as mais belas e importantes, podemos citar a capacidade de ver, falar e ouvir. Quando uma destas três “habilidades” sofre algum tipo de dano, ou até mesmo quando há ausência de uma ou outra, os efeitos sempre são sentidos. E é claro, como o homem é dotado de capacidade para contornar as adversidades, não é de hoje que observamos inúmeras histórias de pessoas com algum tipo de “deficiência”, e que levam uma vida perfeitamente normal, e realizam coisas extraordinárias. Coloquei a palavra deficiência entre aspas, pois considero o termo muito relativo: existem pessoas com limitações e que não são deficientes. Peço-lhe: interprete esta última frase.

Mas dando enfoque ao que quero contar, de fato: passei por uma situação um tanto complicada nos últimos dias. Meus ouvidos estavam parcialmente “trancados”, e minha audição estava prejudicada. Prejudicada a ponto de não permitir com que eu lecionasse sozinho em um destes dias, tendo que receber auxílio de uma querida colega de trabalho para me contar o que o os alunos diziam. Gentilmente, ela repetia devagar e em voz alta, quase que em câmera lenta, para que eu pudesse compreender as informações trazidas.

Procurei auxílio e a situação já está sob controle, as primeiras melhoras já apareceram, estou ouvindo muito melhor. Em seis dias, perdi as contas de quantas vezes repeti a pergunta “O que?”, assim que terminavam uma frase (normalmente, não compreendia na primeira vez que era dita). Várias vezes, “traduzi” as falas por meio de dedução. O ponto principal da história foi que eu disse para todas as pessoas com quem conversei que eu não estava ouvindo bem e precisava que estas falassem um pouco mais alto. O fato é que muitas continuaram conversando num tom que não me possibilitava ouvir de imediato.

Hoje, em condições melhores de ouvir, pensei nas inúmeras pessoas que não ouvem, veem ou falam, e em como isso pode implicar um desafio enorme em nossa sociedade: vivemos em um mundo que, em sua maior parte, foi “planejado” para pessoas ouvintes, falantes e que podem ver. E quando há necessidade de mudar algo, somos intolerantes. Não percebemos que está em nós, a capacidade de tornar nossa comunidade mais “acessível”, em todos os aspectos. A mudança em nossos comportamentos ultrapassados. Do contrário, continuamos falando sobre as “deficiências” como algo distante. O que é “deficiência”, afinal?

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"Vem comigo! No caminho eu te explico..."

Marcos Sidnei

Nosso cotidiano é cheio. Há sempre muito a se fazer. Porém, em determinados momentos, é preciso desacelerar, parar e pensar. A vida é muito mais que o caos e a correria. Talvez, algo que eu lhe diga, faça sentido. Ou não. De qualquer forma, lhe convido: pare e reflita comigo. Me acompanha?